Título:
Pó de Lua
Autora:
Clarice Freire
Ano
de lançamento: 2014
Editora: Intrínseca
Número
de páginas: 192
Sinopse skoob:
Em 2011, discretamente, a publicitária Clarice Freire
criou no Facebook uma página para reunir seus escritos e desenhos. Batizou-a
como 'Pó de Lua', sua receita infalível 'para tirar a gravidade das coisas'.
Desde então, ela vem conquistando uma legião de fãs fiéis e engajados, que se
encantaram com a delicadeza de seus pensamentos, seu humor sutil e o traço
despretensioso, que combina desenho e até fragmentos de palavras. Da internet
para as páginas de um livro, foi mais um salto para a jovem autora recifense.
Ela surpreende seus admiradores com uma proposta diferente. Pó de lua, o livro,
tem o formato de um dos cadernos moleskine em que Clarice exercita sua
criatividade. Inspirada pelas quatro fases da lua – minguante, nova, crescente
e cheia – ela trata em frases concisas e certeiras de sentimentos como a
saudade, o medo, a paixão e a alegria, sempre em sua caligrafia característica,
ilustradas com muitos desenhos.
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Confesso que eu não sabia exatamente como escrever
essa resenha. Há tempos eu não lia um livro de poesia. Sim, por mais chocante
que isso possa parecer, eu sempre ignorei as poesias, mesmo sabendo que temos
alguns dos maiores poetas do mundo aqui no nosso Brasil. Sempre achei que não
tenho sensibilidade o suficiente para entender esse tipo de literatura, ou
simplesmente não dei uma chance a elas mesmo. Não tive paciência suficiente
para isso, talvez.
Fato é que um dos desafios desse ano era ler um livro
de poesia. Eu nem pensei em desistir do desafio por causa dessa categoria, mas
achei que seria difícil achar um livro nesse estilo que me agradasse de
verdade. Um dia vi uma resenha de Pó de
Lua em um blog – que eu não lembro mais qual é, me desculpem – e me
interessei bastante.
Achei lindo, bem diferente de qualquer coisa que eu
tinha aqui em casa e decidi que seria esse que eu leria. Achei um pouco
parecido com os livros de Pedro Gabriel, Eu
Me Chamo Antônio. Assim como lembrei de alguns livros do Paulo Leminski,
apesar de esse último não ilustrar seus livros como Clarice fez.

