Todo ano, o dia 25 de março é dedicado a ler Tolkien. No ano de 2003, a sociedade inglesa Tolkien Society, inspirada pelo Bloomsday – feriado irlandês em homenagem ao livro Ulisses de James Joyce –
decidiu que haveria também um dia dedicado a ler obras de Tolkien.
Desde então, eles sugerem que se façam grupos de leitura de qualquer uma
das obras do renomado escritor para estimular a interação entre os
diversos fãs da Terra-Média e homenagear um dos grandes gênios que esse mundo já viu.
Mostrando postagens com marcador J. R. R. Tolkien. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador J. R. R. Tolkien. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 25 de março de 2014
Além do Infinito: Dia de ler Tolkien!
Olás a todos!
Todo ano, o dia 25 de março é dedicado a ler Tolkien. No ano de 2003, a sociedade inglesa Tolkien Society, inspirada pelo Bloomsday – feriado irlandês em homenagem ao livro Ulisses de James Joyce –
decidiu que haveria também um dia dedicado a ler obras de Tolkien.
Desde então, eles sugerem que se façam grupos de leitura de qualquer uma
das obras do renomado escritor para estimular a interação entre os
diversos fãs da Terra-Média e homenagear um dos grandes gênios que esse mundo já viu.
Todo ano, o dia 25 de março é dedicado a ler Tolkien. No ano de 2003, a sociedade inglesa Tolkien Society, inspirada pelo Bloomsday – feriado irlandês em homenagem ao livro Ulisses de James Joyce –
decidiu que haveria também um dia dedicado a ler obras de Tolkien.
Desde então, eles sugerem que se façam grupos de leitura de qualquer uma
das obras do renomado escritor para estimular a interação entre os
diversos fãs da Terra-Média e homenagear um dos grandes gênios que esse mundo já viu. sábado, 1 de fevereiro de 2014
Resenha: A Sabedoria do Condado - Noble Smith
Título: A Sabedoria do Condado
Título
original: The
Wisdom of the Shire
Autor:
Noble
Smith
Ano
de lançamento: 2012
Ano
de lançamento no Brasil: 2012
Editora:
Novo
Conceito
Número
de páginas: 176
Sinopse oficial:
Um guia do Hobbit para a vida de milhões de fãs do
J.R.R. Tolkien. Smith mostra que uma toca-hobbit é, na verdade, um estado de
espírito e como até as menores pessoas podem ter o valor de um Cavaleiro de
Rohan. Ele explora assuntos importantes para os hobbits, como cerveja, comida e
amizade, mas também assuntos mais sérios, como coragem, vida em harmonia com a
natureza e bem versus mal. Como prazeres simples como jardinagem, longas
caminhadas e refeições deliciosas com amigos podem fazer você
significativamente mais feliz? Por que o ato de dar presentes no seu
aniversário em vez de recebê-los é uma ideia tão revolucionária? E como podemos
carregar nosso próprio “anel mágico” sem sermos devorados por ele? "A
Sabedoria do Condado" tem a resposta para essas perguntas.
___________________________|||____________________________
Confesso que comecei a ler A Sabedoria do Condado só por causa do Desafio Literário, que pedia
a leitura de um livro de autoajuda. Como esse estilo não está entre os meus
favoritos, eu de cara pensei que teria dificuldade em achar um livro minimamente
interessante e ler até o fim. Olha como são as coisas. Um estilo literário que
não nos interessa, pode acabar ficando interessante se abordado pelo “lado
correto”. Gostei muito de ter tido a
chance de ler esse livro e assim que puder pretendo compra-lo. Como minha mãe
disse quando eu estava mostrando o desafio a ela – e falei que não leria o
livro de autoajuda – “esse pode ser o que mais vai te surpreender”, e acabou
sendo mesmo, por eu não ter muitas expectativas.
Para começar, me apaixonei pela capa. Quem não ama
essas portas das tocas-hobbit? Eu sei que eu amo! O fato da capa ser toda em
tons de cinza e marrom também me agradou. Achei que combinou com uma
toca-hobbit. Não posso dizer sobre a diagramação em geral e tamanho da letra
pois ainda não tive o livro de papel em mãos.
Para quem não entendeu, esse é um livro de autoajuda,
mas que leva em consideração o modo de vida dos Hobbits, as queridas
criaturinhas criadas por Tolkien, escritor de O Senhor dos Anéis, O Hobbit,
O Silmarillion e por aí vai.
Os Hobbits prezam muito a natureza e uma vida
saudável, com muita caminhada, ainda que regada à muita comida e bebida. Mas
não é só à saúde física a que me refiro. Também falo da saúde mental. O amor ao
próximo (com exceção, talvez, aos chatos dos Sacola-Bolseiro), a proximidade à
natureza, a coragem – que pode aparecer quando você mais precisa e menos espera
– e, principalmente, o coração bom e puro. Por esses motivos, o autor – Noble
Smith – achou por bem fazer um livro de autoajuda que mostrasse essas
qualidades às pessoas e às incentivasse a levar o estilo de vida dos hobbits e,
assim, ter uma vida longa e feliz. Ele usa como exemplo também as outras raças
da Terra-Média, como a paciência das Ents (mas saber agir sem muito ponderar
quando for extremamente necessário), a graça e sabedoria dos elfos, a
humildade, modéstia e sabedoria dos Istari – sobretudo Gandalf –, a força e
orgulho dos anões.
Durante a narrativa, Smith conta várias curiosidades
sobre Tolkien e relembra várias passagens de suas obras, principalmente O Senhor dos Anéis, O Hobbit e O Silmarillion.
Inclusive, aconselho a não ler esse livro quem ainda não leu essas obras, se não
quiser spoiler. Não que ele conte o que acontece, mas narra algumas passagens
para ilustrar o que deseja nos mostrar naquele determinado capítulo. Achei bem
interessantes essas passagens, pois algumas delas eu já havia esquecido. Ficou
obvio todo o estudo e conhecimento que o autor tem sobre as obras de Tolkien e
o próprio estilo de vida do mesmo. Como ele mesmo diz, é fruto de uma vida
inteira de interesse e pesquisa.
A sensação que se tem durante toda a leitura é de uma
conversa com um amigo. A narração é fluida e despretensiosa. Ele conta fatos que aconteceram na sua vida desde que ele optou por levar um estilo de vida mais próximo a esse que fala no livro.
Todo início de capítulo tem um título com o tema que
será tratado e, no final dos capítulos, tem uma frase de “Sabedoria do Condado”
na qual Smith resume a ideia do capítulo com uma passagem ou ditado ou
síntese do que ele apreendeu das obras de Tolkien.
Esse não foi um livro de leitura rápida – talvez por não
ter uma estória propriamente dita – e eu nem acho que esse seja o objetivo
desse tipo de leitura. É bom ler com tempo para refletir no que nos foi
passado. O capítulo “O Amor na Terceira Era” foi o que achei mais bonito e,
pelas histórias contadas, foi perceptível o amor e cuidado que Tolkien tinha
com sua esposa, Edith.
Para finalizar, deixo um ditado élfico para vocês, que significa um desejo de amizade forte e duradoura... “Que a estrela brilhe na hora da nossa
reunião”.
Samy
=)
Assinar:
Postagens (Atom)
