Título:
Orgulho e Preconceito
Título
original: Pride and Prejudice
Autora:
Jane Austen
Ano de
lançamento: 1813
Ano de
lançamento no Brasil: Primeiro lançamento em 1958. A edição que li foi lançada em 2008
Editora: Landmark (para a edição que li de 2008)
Número de
páginas: 400
Sinopse
oficial:
Na Inglaterra do final do século XVIII, as
possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote.
Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas
imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de
estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender
suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy
é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste
livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz
dessa admirável heroína.
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Eu sou bem
suspeita para falar, porque AMO Jane Austen! Um dos meus estilos favoritos de
leitura são os romances históricos e uma das minhas autoras preferidas do
gênero é a Jane.
Como muita
gente, conheci o livro por causa do filme de 2005, com a Keira Knightley e Matthew MacFadyen nos papéis principais –
na época lia mais fantasias e não conhecia Jane Austen. Gostei demais do filme
e fiquei muito feliz em saber que era a adaptação de um livro. Corri para
comprar o tal livro e só consegui me apaixonar ainda mais pelos personagens e
pela estória como um todo.
Inglaterra, fim do século XVIII,
somos apresentados à família Bennet, cujo patriarca é um pequeno proprietário
rural de Meryton – cidade próxima a Londres. O livro é narrado em terceira
pessoa, sempre pelo ponto de vista dos Bennet – principalmente de uma das
filhas.
A família é composta de pai, mãe e
cinco filhas e há a preocupação com o que será das seis mulheres quando o sr.
Bennet morrer, uma vez que, na referida época e sociedade, o espólio ia para a
linhagem masculina da família, ignorando a feminina. Como o casal só teve
filhas, todas as posses iriam para um primo distante. Cai então em cima das meninas
– pelo menos uma delas – a responsabilidade de um casamento proveitoso, pois
era a única maneira de ascensão social na época.
A sra. Bennet é uma mãe “atenciosa”
e muito preocupada em casar bem suas filhas, mas na verdade é muito superficial,
fútil e um tanto ansiosa. Já o sr. Bennet tem o intelecto mais evoluído que sua
esposa, mas não é muito cuidadoso com as atitudes das filhas, preferindo
concordar com o que sabe não ser “correto” em troca de paz e sossego. Eu gostei
muito do sr. Bennet, apesar de seus defeitos. Dou um grande crédito a ele, pois
aguentar tal esposa não deve ser fácil! Eu não tive muita paciência para as
preocupações e dramas da sra. Bennet.
A filha mais velha, Jane, é a mais
bonita, e a maior parte da responsabilidade de garantir um bom casamento, fica
nos seus ombros. Sendo muito romântica, deseja se casar por amor, mas sabe que
não pode se dar a esse luxo, caso seja cortejada por um “bom partido”. Ela é
meiga e super querida e me vi torcendo para que ela conseguisse se casar com
quem desejasse. A segunda filha mais velha, Elizabeth – ou Lizzie, é o foco
principal do livro e quase toda a trama gira em torno dela. É a mais
inteligente e sagaz das cinco senhoritas Bennet, um tanto irônica e muito
espirituosa, é também uma leitora assídua. É a melhor amiga e confidente da
irmã mais velha e a favorita do pai (e minha também, claro). A terceira das
filhas, Mary, tem participação restrita na história, sendo retratada com poucos
talentos, apesar de ser a que mais se esforça para aperfeiçoá-los, e as duas
mais jovens, Kitty e Lydia, são mais desmioladas e inconsequentes, sendo a caçula,
a pior das duas.
Vale lembrar que, nessa época, a
moral da mulher e o bom nome da família eram muito importantes e levados em
alta conta quando um homem procurava uma esposa. E se algo acontece com um
integrante da família, o nome de todos ficava manchando na sociedade e, com
isso, as chances das moças conseguirem um bom casamento, diminuíam.
A rotina da família é, então,
alterada pelo aparecimento do sr. Bingley, que deseja comprar uma propriedade
nas vizinhanças. Ele traz consigo seu melhor amigo, sr. Darcy, e suas duas
irmãs, umas delas acompanhada pelo marido. Jane atrai logo as atenções do sr.
Bingley, enquanto Lizzie e o sr. Darcy se estranham, já que o cavalheiro é um
tanto arrogante e preconceituoso e Lizzie não é exatamente um cordeirinho manso.
E é aí que Jane Austen tece sua
trama, retratando exatamente a sociedade à qual vivia, com todos os seus
costumes, tradições e restrições. Lizzie é uma personagem que tenta romper com
os costumes da época, pois ao invés de se calar e concordar com o que os homens
falam, prefere discutir e mostrar seu ponto de vista – às vezes de forma um
pouco acalorada. Além de não se importar muito se irá se casar ou não e
desejando que, se isso acontecer, o cavalheiro seja, preferencialmente,
detentor de intelecto e não de propriedades.
A autora foi, a seu modo, uma
“revolucionária”, com personagens femininas corajosas e destemidas e não tolas
e submissas, como se esperava das mulheres na sociedade machista em que vivia. Orgulho
e Preconceito é a obra mais conhecida da autora e um clássico da literatura.
Só como curiosidade, o protagonista
desse livro, sr. Darcy, foi inspirado no homem que a própria autora amava e
nunca pôde ter. =(
E claro que o personagem irá sempre
figurar nas listas dos protagonistas masculinos mais amados pelos leitores –
pelo menos para mim, está lá em cima na lista!
Estando entre os meus livros
favoritos, claro que eu recomendo
muito a leitura!
Samy =)