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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Resenha: A Abadia de Northanger – Jane Austen


Título: A Abadia de Northanger
Título original: Northanger Abbey
Autor: Jane Austen
Ano de lançamento: 1817
Ano de lançamento no Brasil: 2011 (pela primeira vez em 1944)
Editora: BestBolso
Número de páginas: 256


Sinopse oficial:

Catherine Morland é porventura a mais estúpida das heroínas de Austen. A própria insistência no termo “heroína” ao longo da obra e a constatação recorrente do quão pouco este epíteto se adequa à personagem central fazem parte da carga irónica da história. E se Catherine é ingénua para lá do que seria aceitável, e o seu amado Henry a personificação de todas as virtudes masculinas mais do que seria saudável, a perfídia dos maus da fita - amigos falsos, interesseiros e fúteis – não lhes fica atrás no exagero. Tudo isto seria deveras irritante não fora o tom divertido com que Austen assume ao longo das duas partes que constituem este livro o quão inverossímeis são as suas personagens…

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Aproveitei o mês de junho do Desafio Literário do Tigre para ler Jane Austen! O tema desse mês era “Autores queridos: Em junho, escolha um livro de um autor que você ama e que seja inédito para você. Se dê a felicidade de ler alguém que você gosta!” Não é segredo nenhum que os romances históricos estão entre meus gêneros literários favoritos, certo? E Austen é a autora de um dos meus livros favoritos, Orgulho e Preconceito. Apesar disso, li pouquíssimo dela até hoje – apenas dois dos vários livros que escreveu. Sendo assim, decidi ler A Abadia de Northanger, que tinha comprado em uma promoção no submarino ano passado.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Resenha: Orgulho e Preconceito – Jane Austen




Título: Orgulho e Preconceito
Título original: Pride and Prejudice
Autora: Jane Austen
Ano de lançamento: 1813
Ano de lançamento no Brasil: Primeiro lançamento em 1958. A edição que li foi lançada em 2008
Editora: Landmark (para a edição que li de 2008)
Número de páginas: 400


Sinopse oficial:

Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína.
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Eu sou bem suspeita para falar, porque AMO Jane Austen! Um dos meus estilos favoritos de leitura são os romances históricos e uma das minhas autoras preferidas do gênero é a Jane.

Como muita gente, conheci o livro por causa do filme de 2005, com a Keira Knightley e Matthew MacFadyen nos papéis principais – na época lia mais fantasias e não conhecia Jane Austen. Gostei demais do filme e fiquei muito feliz em saber que era a adaptação de um livro. Corri para comprar o tal livro e só consegui me apaixonar ainda mais pelos personagens e pela estória como um todo.

Inglaterra, fim do século XVIII, somos apresentados à família Bennet, cujo patriarca é um pequeno proprietário rural de Meryton – cidade próxima a Londres. O livro é narrado em terceira pessoa, sempre pelo ponto de vista dos Bennet – principalmente de uma das filhas.

A família é composta de pai, mãe e cinco filhas e há a preocupação com o que será das seis mulheres quando o sr. Bennet morrer, uma vez que, na referida época e sociedade, o espólio ia para a linhagem masculina da família, ignorando a feminina. Como o casal só teve filhas, todas as posses iriam para um primo distante. Cai então em cima das meninas – pelo menos uma delas – a responsabilidade de um casamento proveitoso, pois era a única maneira de ascensão social na época.

A sra. Bennet é uma mãe “atenciosa” e muito preocupada em casar bem suas filhas, mas na verdade é muito superficial, fútil e um tanto ansiosa. Já o sr. Bennet tem o intelecto mais evoluído que sua esposa, mas não é muito cuidadoso com as atitudes das filhas, preferindo concordar com o que sabe não ser “correto” em troca de paz e sossego. Eu gostei muito do sr. Bennet, apesar de seus defeitos. Dou um grande crédito a ele, pois aguentar tal esposa não deve ser fácil! Eu não tive muita paciência para as preocupações e dramas da sra. Bennet.

A filha mais velha, Jane, é a mais bonita, e a maior parte da responsabilidade de garantir um bom casamento, fica nos seus ombros. Sendo muito romântica, deseja se casar por amor, mas sabe que não pode se dar a esse luxo, caso seja cortejada por um “bom partido”. Ela é meiga e super querida e me vi torcendo para que ela conseguisse se casar com quem desejasse. A segunda filha mais velha, Elizabeth – ou Lizzie, é o foco principal do livro e quase toda a trama gira em torno dela. É a mais inteligente e sagaz das cinco senhoritas Bennet, um tanto irônica e muito espirituosa, é também uma leitora assídua. É a melhor amiga e confidente da irmã mais velha e a favorita do pai (e minha também, claro). A terceira das filhas, Mary, tem participação restrita na história, sendo retratada com poucos talentos, apesar de ser a que mais se esforça para aperfeiçoá-los, e as duas mais jovens, Kitty e Lydia, são mais desmioladas e inconsequentes, sendo a caçula, a pior das duas.

Vale lembrar que, nessa época, a moral da mulher e o bom nome da família eram muito importantes e levados em alta conta quando um homem procurava uma esposa. E se algo acontece com um integrante da família, o nome de todos ficava manchando na sociedade e, com isso, as chances das moças conseguirem um bom casamento, diminuíam.

A rotina da família é, então, alterada pelo aparecimento do sr. Bingley, que deseja comprar uma propriedade nas vizinhanças. Ele traz consigo seu melhor amigo, sr. Darcy, e suas duas irmãs, umas delas acompanhada pelo marido. Jane atrai logo as atenções do sr. Bingley, enquanto Lizzie e o sr. Darcy se estranham, já que o cavalheiro é um tanto arrogante e preconceituoso e Lizzie não é exatamente um cordeirinho manso.

E é aí que Jane Austen tece sua trama, retratando exatamente a sociedade à qual vivia, com todos os seus costumes, tradições e restrições. Lizzie é uma personagem que tenta romper com os costumes da época, pois ao invés de se calar e concordar com o que os homens falam, prefere discutir e mostrar seu ponto de vista – às vezes de forma um pouco acalorada. Além de não se importar muito se irá se casar ou não e desejando que, se isso acontecer, o cavalheiro seja, preferencialmente, detentor de intelecto e não de propriedades.

A autora foi, a seu modo, uma “revolucionária”, com personagens femininas corajosas e destemidas e não tolas e submissas, como se esperava das mulheres na sociedade machista em que vivia. Orgulho e Preconceito é a obra mais conhecida da autora e um clássico da literatura.

Só como curiosidade, o protagonista desse livro, sr. Darcy, foi inspirado no homem que a própria autora amava e nunca pôde ter. =(
E claro que o personagem irá sempre figurar nas listas dos protagonistas masculinos mais amados pelos leitores – pelo menos para mim, está lá em cima na lista!

Estando entre os meus livros favoritos, claro que eu recomendo muito a leitura!


Samy =)


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