Título:
A Luz de Cada Mundo
Autor:
Rennan Andrade
Ano
de lançamento: 2015
Editora: Lançamento Independente
Número
de páginas: 391
* Livro cedido pelo autor para resenha
Sinopse skoob:
O livro conta a história de Ryze Hope, um garoto de 16
anos sem muitas expectativas que logo descobre ser dono do dom da magia. No
entanto, seus poderes só funcionam quando tem seu colar (que usa desde o
nascimento) pendurado no pescoço, e também, quando está junto a Chloe Lights,
uma garota extremamente patricinha.
Juntos, eles vão atrás de seu passado e descobrem serem os escolhidos para continuar uma tradição que já dura séculos, e para isso, eles precisarão viajar por mundos desconhecidos, matando os representantes do imperador da magia negra, Ronan, e restaurando a fé dos mundos, assim como dos seus representantes da luz.
Juntos, eles vão atrás de seu passado e descobrem serem os escolhidos para continuar uma tradição que já dura séculos, e para isso, eles precisarão viajar por mundos desconhecidos, matando os representantes do imperador da magia negra, Ronan, e restaurando a fé dos mundos, assim como dos seus representantes da luz.
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Hoje eu trago para
vocês mais um livro nacional! Seguimos aqui no blog com o propósito de
valorizar cada vez mais nossa literatura! O livro de hoje é de um estreante de
apenas 15 anos!
A Luz de Cada Mundo é uma fantasia que envolve muita magia e
viagem entre diversos mundos. Curioso não?
Ryze conhece Chloe na
escola. Ele, como um anti-social, se incomoda por ela querer ficar puxando
assunto e ser tão simpática. Logo o garoto percebe que o colar que usou a vida
inteira começa a brilhar quando a menina está por perto. Curiosamente, a
pulseira que Chloe usa – que tem uma pedra bem parecida com a do colar de Ryze
– também brilha. Depois de percebida essa curiosa relação entre eles, juntos
tentam entender o que está acontecendo e descobrem que foram envolvidos em uma
luta milenar entre o bem e o mal. Agora, a sobrevivência de todos os mundos, e
o equilíbrio entre a luz e as trevas, está em suas mãos.
A estória é toda narrada
em primeira pessoa pelo Ryze. Essa foi uma pequena desvantagem para mim, já que
achei o personagem bem chato e mimizento. Incrivelmente, não ter gostado do
personagem que narra a estória não atrapalhou a leitura – contrariando as
minhas próprias expectativas. Já Chloe me agradou mais. A personagem me pareceu um pouco mais madura que Ryze.
Acho interessante
avisar que os diálogos entre os dois adolescentes são bem típicos da idade e, em
alguns momentos, ficava claro que era mesmo um adolescente que estava escrevendo.
Mesmo quando o diálogo era entre adultos percebia-se claramente que a conversa não
era tão madura, com alguns trejeitos bem jovens mesmo. Essa particularidade é compreensível, uma vez que o autor tem
15 anos, mas entenderei se algum adulto não gostar – eu mesma não gosto muito
desse estilo de escrita – mas Rennan conseguiu me envolver em sua narrativa e,
dessa vez, consegui passar por cima da forma de escrita e focar mais na estória.
Andrade comentou na entrevista que fizemos aqui no blog que podíamos esperar bastante drama em seus livros, já que suas maiores inspirações são Nicholas Sparks e Gayle Forman. Quando ele mencionou esses dois autores fiquei um pouco preocupada, pois são dois autores que não me agradam mesmo. Bom, já estava com o livro e fui conferir. Fico muito feliz em dizer para vocês que não encontrei semelhança alguma com Sparks ou Gayle e não achei o drama tão presente no livro – a menos que você considere os ataques de drama aborrecentes de Chloe e Ryze, vez ou outra.
Andrade comentou na entrevista que fizemos aqui no blog que podíamos esperar bastante drama em seus livros, já que suas maiores inspirações são Nicholas Sparks e Gayle Forman. Quando ele mencionou esses dois autores fiquei um pouco preocupada, pois são dois autores que não me agradam mesmo. Bom, já estava com o livro e fui conferir. Fico muito feliz em dizer para vocês que não encontrei semelhança alguma com Sparks ou Gayle e não achei o drama tão presente no livro – a menos que você considere os ataques de drama aborrecentes de Chloe e Ryze, vez ou outra.
Os personagens foram
bem construídos mas não muito aprofundados, já que os dois protagonistas
pulavam de um mundo para o outro o tempo todo, mas foi o suficiente para eu me
apegar a alguns deles. Por exemplo, fiquei apaixonada por Dark Sparks e suas asas negras. Os antagonistas foram bem construídos, considerando-se que cada um deles tinha um espaço bem limitado dentro da trama – já que eram muitos os mundos visitados e pouco tempo passado em cada um. Isso foi bom dentro do proposto pelo autor, pois deu mais dinamismo para o enredo e foi suficiente para criarmos um laço, ainda que frágil, com os personagens secundários.
Esses tais mundos criados por
Rennan foram bem interessantes e parabenizo a criatividade do autor. As
diferenças gritantes entre os locais visitados pelos protagonistas deixou o
enredo movimentado e me deixou mais curiosa para seguir lendo a obra. Qual
seria a próxima parada de Ryze e Chloe? O que teria de diferente no próximo
mundo? Quem seria o representante da luz? Qual o representante de Ronan, o mago negro? Dreamland foi o mundo que mais me
encantou. Eu não queria
sair mais de lá. <3
Mas nem tudo são
flores e algumas coisas me incomodaram no livro. Um exemplo foram algumas partes
que achei um pouco inverossímeis – mesmo considerando que é um livro sobre
magia. Chloe e Ryze tiveram poucos minutos de treinamento e lutam como dois
guerreiros. Eles aprenderam a usar seus poderes muito rápido e muito
facilmente. Em um momento eles achavam que eram adolescentes “normais” e no
momento seguinte já têm total controle sobre tudo.
Além disso, os poderes
que eles têm os fizeram bons em luta corpo-a-corpo? Não me convenceu muito e as
partes da luta em si foram as que menos gostei. Algumas dessas cenas ficaram um
pouco forçadas e no decorrer da leitura me cansou um pouco, ficou um tanto
repetitivo. Na minha opinião não é necessário descrever cada golpe usado na
luta, e isso deixou um pouco chato depois de um tempo. Mais para o final eu
queria que as lutas acabassem logo e eles pulassem para o próximo mundo, que
eram as partes mais interessantes.
Resumindo... eu fiquei
positivamente surpreendida com a obra de Rennan Andrade. O autor fez uma
publicação independente, o que dificulta tudo. Mesmo assim a capa do livro
ficou linda e adorei o nome escolhido por ele. A trama me pegou e me
conquistou, embora eu pense que o autor ainda tenha um caminho pela frente para
amadurecer sua escrita. Se você acha que consegue relevar os pontos negativos
que citei, vá em frente e pegue o livro! A estória vale a pena.



Samy =)
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