Título:
Onze Minutos
Autor:
Paulo Coelho
Ano
de lançamento: 2003
Editora: Rocco
Número
de páginas: 256
Sinopse oficial:
Em Onze minutos, Paulo Coelho explora o tema do sexo e
cria um conto de fadas moderno, melancólico e sensual, que narra a
transformação de uma mulher em busca de si mesma. Maria, uma jovem nordestina
desiludida com o amor, sai de casa à procura de aventura e paixões, e é na
Suíça, como prostituta, que encontra as respostas para suas perguntas mais
profundas. Baseado em fatos reais, o romance parte da banalização do amor e do
sexo para nos fazer refletir sobre a natureza humana e a liberdade de sermos
nós mesmos.
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O primeiro livro do
Paulo Coelho que li foi no ano passado, para um desafio. Nele eu deveria ler um
livro de um autor que eu não tivesse a menor vontade ler. Foi então que meu marido me “obrigou”
a ler um do Paulo Coelho, pois eu realmente tinha muito preconceito e nunca havia tido vontade ler nada
do autor. Como eu estou tentando ter uma conduta sem preconceitos, acabei
aceitando minha sina (:P) e li O Demônioe a Srta Prym.
Eis que esse ano, em
um outro desafio, eu precisei ler mais um livro do referido autor. Dessa vez
era obrigatório que fosse o livro Onze
Minutos. Como a primeira leitura não foi sensacional, mas não foi tão
penosa quanto eu imaginei que fosse, dessa vez o drama foi menor e resolvi
lê-lo de uma vez para ficar livre.
Eu nem sabia do que se
tratava o livro. Nunca havia lido uma resenha dele e, como era uma leitura
obrigatória, para que ler a sinopse? Precisaria ler o livro mesmo, então leria
sem saber nada. Na primeira página o autor deixa claro que é a estória de uma
prostituta. Assim que li essa parte pensei "e porque diabos se chama Onze
Minutos"??? Bom, não vou contar a vocês o motivo do nome, mas conto que
existe sim um sentido e que se animarem ler o livro, descobrirão qual é.
Não posso falar muito
sobre os personagens, pois os únicos que são um pouco mais trabalhados são
Maria, a moça que tem sua vida narrada na obra, e Ralph, um rapaz que ela
conhece na Europa. Os outros são meros
coadjuvantes na vida de Maria e nem um pouco aprofundados. Apesar da protagonista ser
melhor trabalhada que os outros, a personagem não conseguiu conquistar nem um
pouco da minha afeição. A achei rasa demais, sem sal demais e incoerente
demais. Em alguns momentos parece que o autor quer passar a impressão de uma
mulher que amadureceu muito e tem ideais próprios, mas eu não conseguia
desfazer a impressão de que ela era uma farsa e que tudo era uma grande brincadeirinha
para ela. Não conseguia deixar de lado a sensação de que ela esperava que a
qualquer momento o Papai Noel iria aparecer para realizar todos os seus desejos
e sonhos.
Fiquei bem sem
paciência em muitos momentos da leitura quando Maria resolvia filosofar sobre a
vida, sobre o amor, sobre sexo, sobre seus planos. Não consegui me prender a
nenhum desses devaneios da personagem e vários cheguei a pular porque não
aguentava mais. Foram reflexões superficiais e rasas, como a personagem. É, no
fim das contas foi bem penoso ler esse livro e só concluí por causa do desafio.
Talvez se Maria não
fosse tão chata, a leitura poderia ter sido melhor, já que a estória é
minimamente interessante – ou poderia ser se tivesse sido bem trabalhada. A
escrita do autor, nesse livro, parece de alguém que está começando sua carreira
como escritor. A gente agarra na leitura, ela não flui, as páginas não passam e
você pensa em desistir. Mas ao mesmo tempo pensa “é um livro tão curto, será
que não vou conseguir terminar?” e acaba continuando para saber o que vai
acontecer com Maria no final. Pois é... eu descobri o que aconteceu com Maria e
digo, não valeu a pena ler para saber. Eu devia ter desistido do desafio antes
de ler esse livro. Não recomendo.

Samy =)
Oiii!
ResponderExcluirSamy se tem uma coisa nessa vida que eu não tenho a minima vontade é ler os livros do Paulo Coelho. Não me senti muito interessada nesse enredo e depois da sua resenha menos ainda.
Adorei sua sinceridade! Continue assim!
Beijinhos,
www.entrechocolatesemusicas.com
É Ana... eu sempre estive na mesma situação que você! Vontade zero de ler Paulo Coelho. E acabei tendo que ler 2 livros! Afe! Espero que agora não caia em mais nenhum desafio! Não tá perdendo nada...
ExcluirBeijos!
Já li um livro do Paulo Coelho, O aleph, e não gostei muito, mas em breve terei que ler O alquimista para um clube do livro e estou bem curiosa por ser a obra mais famosa dele. Onze minutos parece ser bem chatinho. :/
ResponderExcluirDepois vou lá conferir o que você achou de O Alquimista. Eu não estaria animada não, depois de 2 fuen... hueheuheuheu
ExcluirMas tomara que, pelo menos, valha o tempo gasto!
Eu nunca li nenhum livro dele e após ler sua resenha me interesso menos ainda. Adorei a forma como escreveu, bem sincera e sem criar enrolações. Muitas pessoas não escrevem que não gostaram de tal livro, mas é necessário ser aberta com o leitor e dizer o que realmente achou da obra. Adorei o post.
ResponderExcluirFique à vontade para visitar meu blog! Um enorme beijo.
http://palavrasambulantes.blogspot.com.br/
Eu detesto resenhas falsas Karolline. Se não gostei, não vou fingir, pois não acho justo com quem vem aqui procurar indicações de leituras. Se a pessoa tem o gosto parecido com o meu, vai confiar naquilo que falei. Então bora ser honestos! (E educados! hehehehe)
ExcluirPassarei lá sim! ;)
Concordo que este não é o melhor livro do Paulo Coelho, mas ao contrario de você,gosto muito das reflexões da Maria. É uma forma que o autor encontrou de nos passar lições de vida e sempre gosto de lê-las novamente!
ResponderExcluirrelicariodepapel.wordpress.com
Pois é Jéssica, cada um interpreta as coisas de um jeito né? Fico contente que você tirou proveito das reflexões propostas no livro. É muito bom quando isso acontece. Infelizmente não aconteceu comigo, mas assim é a vida né? hehehe ;)
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