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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Agora Tudo é Saga - Parte III

Fazia um bom tempo que eu não trazia um post de sagas aqui para vocês né? Lembram quando eu comecei a fazer uma tabela para não me perder?? Depois que fiz essa tabela, resolvi falar um pouco de algumas sagas aqui para vocês. No primeiro post falei para vocês de As Crônicas de Gelo e Fogo. No segundo post falei um pouco de Os Legados de Lórien. 

Hoje vai ser dia de falar um pouco de:


Gente, Eragon é a série de fantasia mais subestimada da história!! Direto gente me pergunta "sério que você gostou? Achei super bobinha/sem graça/chata. Gente, NÃO É!! Essa falsa impressão de que a série não é boa é culpa daquele filme horrível que fizeram como adaptação do primeiro volume. Eu assisti há um tempo e, sério, me deu vontade chorar. Não passa nem um pingo da emoção e ação que o livro traz. Quando vi a Saphira morri de dó do que fizeram com a personagem. Quando vi a Arya me deu vontade socar a cara do diretor e, bom, quando vi o que fizeram com a história... enfim...

O primeiro livro é um pouco mais descritivo, mas ele já me prendeu como cola. Me apeguei demais ao Eragon e à Saphira. Os personagens principais e secundários são fantásticos, super bem construídos. A continuação é super tensa, vemos um crescimento fantástico dos personagens, tanto protagonistas quando coadjuvantes.


Foto retirada daqui.

Não só a parte da magia e dos cavaleiros de dragão que é incrível. A parte que fica por conta das batalhas "comuns" também é muito boa! Roran Martelo Forte é um personagem digno de nota. Ele lidera um núcleo que cativou completamente e conseguiu se sobressair em meio a magias e dragões.

Confesso que o autor se perdeu um pouquinho no final e o último volume não fechou com chave de ouro, perdendo a chance de ser o melhor de todos. Apesar disso, meu amor pela saga não diminuiu e sigo sonhando com o momento em que Christopher Paolini vai publicar outros livros, porque a escrita e criatividade dele são incríveis!!!

Não deixem de ler porque o filme decepcionou, ok?? Depois me contem o que acharam!

Samy =)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Resenha: As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky


Título: As Vantagens de Ser Invisível
Título Original: The Perks of Being a Wallflower
Autor: Stephen Chbosky
Ano de lançamento: 1999
Ano de lançamento no Brasil: 2012
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 224


Sinopse skoob:

Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.

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Eu acho que devo começar essa resenha falando que o livro não foi nada do que eu imaginei. Não sei porque, mas desenvolvi um preconceito bobo em relação a ele e não tinha muito interesse em ler. Acho que parte da culpa é do filme, o que também é ridículo, já que não assisti.



 
Enfim, o negócio é que eu estava procurando um livro que já foi banido, e que estivesse aqui disponível e eu não precisasse comprar, e esse estava na lista – o tema de setembro do Desafio Skoob 2015 é justamente livros que já foram banidos. Acabei descobrindo que várias escolas americanas baniram As Vantagens de Ser Invisível por tratar da sexualidade de forma muito aberta. O que é, de certa forma, o mais interessante e o diferencial da obra.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Resenha: Onze Minutos – Paulo Coelho

Título: Onze Minutos
Autor: Paulo Coelho
Ano de lançamento: 2003
Editora: Rocco
Número de páginas: 256


Sinopse oficial:

Em Onze minutos, Paulo Coelho explora o tema do sexo e cria um conto de fadas moderno, melancólico e sensual, que narra a transformação de uma mulher em busca de si mesma. Maria, uma jovem nordestina desiludida com o amor, sai de casa à procura de aventura e paixões, e é na Suíça, como prostituta, que encontra as respostas para suas perguntas mais profundas. Baseado em fatos reais, o romance parte da banalização do amor e do sexo para nos fazer refletir sobre a natureza humana e a liberdade de sermos nós mesmos.

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O primeiro livro do Paulo Coelho que li foi no ano passado, para um desafio. Nele eu deveria ler um livro de um autor que eu não tivesse a menor vontade ler. Foi então que meu marido me “obrigou” a ler um do Paulo Coelho, pois eu realmente tinha muito preconceito e nunca havia tido vontade ler nada do autor. Como eu estou tentando ter uma conduta sem preconceitos, acabei aceitando minha sina (:P) e li O Demônioe a Srta Prym.

Eis que esse ano, em um outro desafio, eu precisei ler mais um livro do referido autor. Dessa vez era obrigatório que fosse o livro Onze Minutos. Como a primeira leitura não foi sensacional, mas não foi tão penosa quanto eu imaginei que fosse, dessa vez o drama foi menor e resolvi lê-lo de uma vez para ficar livre.

Eu nem sabia do que se tratava o livro. Nunca havia lido uma resenha dele e, como era uma leitura obrigatória, para que ler a sinopse? Precisaria ler o livro mesmo, então leria sem saber nada. Na primeira página o autor deixa claro que é a estória de uma prostituta. Assim que li essa parte pensei "e porque diabos se chama Onze Minutos"??? Bom, não vou contar a vocês o motivo do nome, mas conto que existe sim um sentido e que se animarem ler o livro, descobrirão qual é.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Resenha: O Bicho-da-Seda – Robert Galbraith

Título: O Bicho-da-Seda
Título original:
The Silkworm
Autor:
Robert Galbraith
Ano de lançamento:
2014
Ano de lançamento no Brasil:
2014
Editora:
Rocco
Número de páginas:
464

Skoob

Sinopse:

O detetive Cormoran Strike, protagonista de O chamado do Cuco, está de volta, ao lado de sua fiel assistente Robin Ellacott, no segundo livro de Robert Galbraith, pseudônimo de J.K. Rowling . Dessa vez, o veterano de guerra terá que solucionar o  brutal assassinato de um escritor.

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Peguei O Bicho-da-Seda como o primeiro para o Desafio Skoob 2015! O tema de janeiro pedia um livro Novinho em folha e aproveitei que ganhei esse de Natal e estava doida para ler!

Em primeiro lugar, eu gosto quando um autor segue a mesma linha em todos os seus livros, na capa e no título. No caso da tia JK, parece que ela resolveu optar pelo tema "Bichos", já que seu primeiro título como Robert Galbraith foi O Chamado do Cuco.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Resenha: A Descoberta das Bruxas – Deborah Harkness


Título: A Descoberta das Bruxas
Título original: A Discovery of Witches
Autora: Deborah Harkness
Ano de lançamento: 2011
Ano de lançamento no Brasil: 2011
Editora: Rocco
Número de páginas: 781


Sinopse oficial:

A professora Diana Bishop foi convencida pelo medo de que é melhor ser humana do que bruxa. Mas quando descobre um antigo manuscrito com a origem de espécies sobrenaturais, fica muito próxima do mundo do qual sempre fugiu. Demônios e vampiros passam a cruzar seu caminho, e o instinto de sobrevivência dessas criaturas faz Diana ser uma presa vulnerável… Até que ela seja capaz de dominar os próprios dons e usar seus poderes.

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A música de hoje é Every Breath You Take, do The Police! Quem leu o livro vai entender muito bem a escolha!



Esse livro foi escolhido para o mês de setembro do Desafio Literário 2014 que nos pedia para Ler um livro sobre bruxas. Escolhi esse sem saber nada sobre ele e sem nenhuma expectativa.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Progresso de Setembro do Desafio Literário 2014

Eu sei, eu sei, estou postando atrasada.... mas as leituras foram terminadas em dia, ok? Aliás, terminei exatamente no último dia do mês, mas tá valendo! Esse setembro foi meio atribulado e as leituras acabaram ficando um pouco de lado, mas no fim consegui ler os três livros do desafio e também o do DL do Tigre! Então chega de papo e vamos ao progresso do mês!

Como leitura obrigatória tínhamos Livro de uma editora nova no Brasil (ex: DarkSide, Wish, EraEclipse, etc). Para essa, escolhi:



Eriana, Filha da Morte e Vida – Marcelo Paschoalin

Até onde irias por tua fé?
Morte e vida. A díade que rege o universo acompanha cada um de nós, manifestando-se a cada momento como lágrima e riso, dor e prazer, ódio e amor.
ERIANA conhece essa essência dual. Guiada por seus sonhos, ela mergulha no desconhecido em busca de respostas para os desaparecimentos que têm ocorrido, encontrando mistério e aventura enquanto enfrenta desafios que porão em dúvida sua própria crença no divino.
Acompanhe essa jornada e descubra um mundo novo, repleto de suspense e emoção!




terça-feira, 10 de junho de 2014

Resenha: Coraline – Neil Gaiman


Título: Coraline
Título original: Coraline
Autor: Neil Gaiman
Ano de lançamento: 2002
Ano de lançamento no Brasil: 2003
Editora: Rocco Jovens Leitores
Número de páginas: 160


Sinopse oficial:

A jovem Coraline acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, a menina consegue abrir uma porta que sempre estivera trancada na sala de visitas de casa e descobre um caminho para um misterioso apartamento ‘vazio’ no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus “outros” pais. Na verdade, aquele parece ser um “outro” mundo mágico atrás da porta. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Porém a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários.

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Em geral eu detesto assistir a algum filme antes de ler o livro no qual foi baseado. Mas no caso de Coraline segui o caminho inverso. Surgiu a oportunidade de assistir ao filme e acabei assistindo, sem ter lido o livro ainda. Achava que não iria gostar muito da trama e por isso não persisti no meu lema de ler sempre o livro primeiro. Fico feliz em comunicar que estava muito errada! Primeiro fiquei completamente encantada pelo filme – pudera, do mesmo diretor do meu querido O Estranho Mundo de Jack, Henry Selick. Então quis ler logo o livro. Aproveitei que minhas leituras do desafio estavam adiantadas em maio e peguei o livro de Neil Gaiman para ler.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Resenha do leitor: O Físico – Noah Gordon

Olás a todos!

Hoje vamos inaugurar uma nova coluna no blog que são as resenhas de leitores!!
Vamos começar com um livro muito especial para mim – fui apresentada a ele no ensino médio por uma ótima professora, apesar só ter lido há 3 anos, depois de ganhar de presente do meu pai!

A resenha de hoje foi escrita pelo Felipe – pra quem não sabe, é meu marido – que, gentilmente, foi oferecido por mim se ofereceu para escrever sobre O Físico! Como eu li o livro já há algum tempo, e ele é tão complexo e tão sensacional, achei que a resenha ficaria melhor se fosse feita por alguém que estivesse com a estória fresca na cabeça.

Então deixo vocês com o Felipe!


Título: O Físico
Título original: The Physician
Autor: Noah Gordon
Ano de lançamento: 1986
Ano de lançamento no Brasil: 1986 (foi lida a edição de 2002)
Editora: Rocco
Número de páginas: 592

Skoob

Sinopse oficial adaptada:

O drama turbulento e, por vezes, divertido, de um homem dotado do poder quase místico de curar, que tem a obsessão de vencer a morte e a doença, é aqui contado desde o obscurantismo e a brutalidade do século XI na Inglaterra ao esplendor e sensualidade da Pérsia, detalhando a idade de ouro da civilização árabe e judaica.
A história começa quando Rob Cole, órfão, aprendiz de um barbeiro-cirurgião na Inglaterra, toma conhecimento da existência de uma escola extraordinária na Pérsia, onde um famoso físico leciona. 

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"Esse é um livro que eu sempre via nas livrarias, e por um tempo não me interessei. Até que um dia li o subtítulo: "a epopéia de um médico medieval". Não sei explicar muito bem, já que assuntos relacionados a medicina nunca me interessaram, mas me interessei muito mais pelo livro quando vi esse subtítulo. Desde então decidi que iria lê-lo, mas mesmo assim enrolei muitos anos pra isso.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Resenha: Harry Potter e a Pedra Filosofal – J. K. Rowling



Título: Harry Potter e a Pedra Filosofal
Título oficial: Harry Potter and the Philosopher’s Stone
Autor: J. K. Rowling
Ano de lançamento: 1997
Ano de lançamento no Brasil: 2000
Editora: Rocco
Número de páginas: 263


Sinopse oficial:

Harry Potter é um garoto comum que vive num armário debaixo da escada da casa de seus tios. Sua vida muda quando ele é resgatado por uma coruja e levado para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Lá ele descobre tudo sobre a misteriosa morte de seus pais, aprende a jogar quadribol e enfrente, num duelo, o cruel Voldemort.

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Ganhei o primeiro Harry Potter no meu aniversário de 13 anos. Foi um marco na minha vida de leitora. Antes disso eu já lia bastante – durante o ensino fundamental li boa parte da Coleção Vagalume (se nunca leu, leia! Resenharei alguns aqui). Mas com Harry Potter começou a minha mania de ler o mesmo livro várias vezes e também comecei a ler bem mais rápido que antes. E o mais engraçado é que, quando ganhei o livro, perguntei à minha tia que tinha me dado “Ahhhhhh, é um livro de filosofia????” (acompanha uma cara de preguiça) e ela me responde algo do tipo “Deixa de ser enjoada! Nem sabe do que é o livro e já está com essa cara. Não tem nada de filosofia, lê e descobre”. Pois é, no auge dos meus 13 anos eu não sabia que a famosa e cobiçada Pedra Filosofal nada tinha a ver com filosofia. Comecei a ler e nunca mais parei. Sério. Até hoje quando estou a fim de uma história que quase sei de cor, é algum dos HPs que eu pego.

Eu amo as capas brasileiras! Elas são iguais às americanas, que acho mais bonitas que as originais inglesas. A diagramação não tem nada demais e a página não tem aquele tom amarelado, meio envelhecido, que é sensacional. Mas nada que atrapalhe a leitura, claro!

Bom, chega de enrolação e vamos falar do livro. Harry é um garoto magricela de cabelos espetados que mora com os tios e um primo gorducho e mimado – tio Válter, tia Petúnia e Dudley, o Duda. Ele não é nem um pouco querido pelos tios e primo. Seu quarto é o vão abaixo da escada, junto com diversas espécies de aranha. Ele começou a morar com os tios com um ano, quando perdeu os pais num acidente de carro – como os tios explicaram.

Harry vive quase 11 anos sendo maltratado e escorraçado pela família Dursley quando, em seu 11o aniversário, recebe uma visita inusitada, que afirma que ele é um bruxo e tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts garantida. Harry tem certeza que é engano e só acredita de verdade quando chega ao trem que vai leva-lo à escola. Nesse primeiro volume vamos acompanhar o início da amizade do Harry com o Rony Weasley e conhecemos, junto com Harry e Rony, a Hermione Granger, uma garota metida a sabe-tudo e bem chata – ainda bem que as opiniões, e pessoas, mudam. Somos apresentados a Rúbeo Hagrid, o querido professor Alvo Dumbledore, e ficamos com medo do Lord Voldemort, Aquele-que-não-deve-ser-nomeado ou Você-sabe-quem. Acabamos mergulhando em todo o mundo mágico que é Hogwarts.

J. K. quis que, nesse primeiro livro, conhecêssemos todo o mundo bruxo que só havia em sua cabeça. Temos a descrição detalhada do castelo e todos os seus habitantes, inclusive os fantasmas, todas as salas móveis, portas falsas e escadas que levam a diferentes lugares dependendo do dia da semana.
Ela nos apresenta personagens bem descritos e com personalidades muitíssimo bem construídas.

Não é o livro da saga mais emocionante e nem o que tem mais aventura, mas eu acho que tem o suficiente para uma introdução de uma série de sete livros. O enredo não é o mais elaborado e estruturado da saga. A escrita de J. K. sempre me encanta, mas podemos ver um grande amadurecimento na sua escrita até o último livro. Todos eles são narrados em terceira pessoa.

Eu não sei se um adulto que ler o livro pela primeira vez, vai ter esses mesmos sentimentos e sensações que eu ainda tenho – mesmo depois de adulta – pois fui apresentada à série quando era criança e isso moldou minha opinião a respeito. Espero sinceramente que possam sentir o mesmo que eu e se apaixonem da forma que me apaixonei. Se ainda não leu, vá ler logo o livro!


Samy =)


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Resenha: O Chamado do Cuco - J. K. Rowling



Título: O Chamado do Cuco
Título oficial: The Cuckoo’s Calling
Autor: Robert Galbraith
Ano de lançamento: 2013
Ano de lançamento no Brasil: 2013
Editora: Rocco
Número de páginas: 448


Sinopse oficial:

Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso.

Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas.

Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P. D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.

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Livro lançado na Inglaterra, com vendas modestas,  apesar de bem aceito pela crítica. Assim foi até a confirmação de que Robert Galbraith era um pseudônimo de J. K. Rowling. Pronto. Houve um boom de vendas e o livro foi para a lista dos mais vendidos. Antes de vazar essa informação, a Rocco havia comprado os direitos de publicação da obra no Brasil. Ponto pra Rocco. Fiquei com um pouco de medo da editora fazer besteira com esse livro, igual fez com Harry Potter – erros de digitação, frase importante faltando na tradução, etc – mas dessa vez não percebi nada muito grave não.

Eu sou apaixonada por essa capa. As cores, os pássaros voando no alto, a silhueta do detetive na rua. Adoro toda a composição. Inclusive a letra do título. A diagramação é boa, mas nada digno de mais comentários. O que predomina na narrativa são os pensamentos dos personagens, mais que os diálogos, mas apesar disso, não deixa o livro monótono.

A narrativa já começa movimentada, com o suicídio da famosa modelo Lula Landry. Os capítulos subsequentes servem para nos ambientar e nos apresentar os personagens e eu achei ótima essa apresentação, bem descritiva, mas sem ser cansativa. Cormoran Strike é o detetive que irá reavaliar o caso do suicídio ocorrido no início do livro, pois o irmão da vítima não está satisfeito com a conclusão da polícia. Robin é a secretária temporária que irá trabalhar com Strike. Achei meio chatinho o capítulo de apresentação dela, mas depois passei a gostar bastante da moça. A situação do detetive não é nada boa, nem na sua vida pessoal, nem na profissional e ele se vê meio sem saída, até a chegada de John Bristow, o tal irmão da modelo, que contrata seus serviços. Strike é cheio de problemas e fraquezas, mas no decorrer da trama nos apegamos cada vez mais a ele, devido ao seu caráter, seu jeito meio rabugento e o comprometimento com a profissão que escolheu.

Mais uma vez – como em Morte Súbita – J. K. adotou vários temas polêmicos para ajudar a compor a sua obra, como a superproteção materna, transtornos mentais e uso abusivo de drogas, tanto por pobres, quanto pelos ricos e famosos. A autora aborda também as consequências que a fama pode trazer a uma pessoa que não está preparada para entrar nesse mundo.

No decorrer da estória eu estava bem segura de saber o que estava acontecendo e achei que o foco principal da autora não era a solução para a morte em si e sim como o detetive faria para descobrir tudo. Acho que nunca fui tão magistralmente passada para trás. Por um momento eu cheguei a achar forçada a conclusão, mas quando o livro acabou e fiquei remoendo o final, reli as últimas páginas e achei que fez sentido. Acabei gostando do desfecho dado pela autora.

Esse foi o romance de estréia da tia Jo no mundo investigativo e, ao que tudo indica, será o primeiro de vários tendo Cormoran Strike como protagonista. Com esse livro, Rowling mostra como, definitivamente, não está presa à Harry Potter. Ainda bem! Recomendo muito a leitura!


Samy =)


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