Título:
A
Estrela Mais Brilhante do Céu
Título
original: The Brightest Star in the Sky
Autor:
Marian
Keyes
Ano
de lançamento: 2009
Ano
de lançamento no Brasil: 2011
Editora: Bertrand Brasil
Número
de páginas: 602
Sinopse oficial adaptada:
Existe um misterioso espírito que paira sobre o
edifício número 66 da Star Street, em Dublin, Irlanda. Ele está em uma missão
para mudar a vida de alguém. Em A Estrela
Mais Brilhante do Céu, Marian Keyes demonstra mais uma vez sua técnica como
uma dos grandes contadores de histórias da atualidade e sua vontade de
ultrapassar limites na literatura. Os inquilinos do prédio 66 formam certamente
um grupo excêntrico. Na cobertura mora Katie, uma mulher de 39 anos que
trabalha como relações públicas de cantores e que só se preocupa com o tamanho
de suas coxas e se seu namorado irá propor casamento. No apartamento abaixo,
dividem o espaço dois poloneses mais a engraçada Lydia. No primeiro andar está
Jéssica, a octogenária que vive com seu malvado cachorro e o filho adotivo. Já
no térreo estão os recém-casados Maeve e Matt, que por mais que tentem esquecer
o passado, não conseguirão.
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De vez em quando adoro livros de mulherzinha, principalmente os da Marian Keyes. Já li
vários e gostei bastante de quase todos. Geralmente são leituras bem leves e
rápidas, sem muita ação e aventura – para dias mais “tranquilos”.
As capas de todos os livros dela seguem o mesmo padrão
e adoro isso. Essa, especialmente, achei bem linda. A sinopse foi a segunda
coisa que me achou atenção e me fez colocar o livro na lista de leituras.
A narrativa é feita em terceira pessoa, mas por um
narrador que participa da estória. Não sabemos como e nem onde ele se encaixa,
mas sabemos que ele faz parte da trama e, em algum momento, irá nos mostrar a
que veio. Em nenhum momento ele nos conta o que é e nem qual é sua missão,
sabemos apenas que observa os moradores levarem suas vidas, aparentemente,
comuns, procurando algo. No meio do livro eu já imagina “o que” ou “quem” seria
o narrador, mas esse mistério só nos é revelado no fim do livro. Achei muito
interessante essa forma de escrever. Saiu do lugar comum de livros do gênero. O
narrador é super divertido e até meio atrapalhado. Quer passar a impressão que
sabe tudo – e o leitor não sabe nada – mas na verdade é bem perdido. Gostei bastante
e me diverti muito com ele.
Os capítulos são curtos, em sua maioria, e cada um é
nomeado com um dia, em ordem decrescente, iniciando no Dia 61. Em cada capítulo
o narrador observa um apartamento do número 66 da Star Street em Dublin. Achei
que essa particularidade deu um ritmo muito bom à leitura e eu não conseguia
parar de ler, pois quando parava a história de alguém, eu queria voltar logo a
ela – é o mesmo “truque” que George Martin usa e funciona maravilhosamente.
Em alguns momentos, o narrador misterioso passa a nos
contar o passado de cada morador. Durante essas partes, ele faz alguns
comentários, como se falasse com o leitor, e esses comentários são escritos com
fonte maior, para diferenciar do resto da estória, que é narrada de forma mais
imparcial. Podemos perceber que o motivo de o narrador estar repassando esses
momentos, é para ajuda-lo a descobrir o que quer que seja que está procurando.
Nos deparamos com algumas coisas não explicadas no
decorrer da narrativa, que nos prendem e nos fazem querer saber logo qual é o
problema. Tem algo estranho com o casal Maeve e Matt, mas não temos nem ideia
do que pode ser, apesar das aparências de um casal perfeito, fica uma sensação
de história mal contada. O mesmo acontece com o relacionamento da Katie e
Conall. A Lydia é uma pessoa difícil, mas será porque? Gente, e como eu gostei
da Jemima! Não tem jeito, eu sempre me apego aos idosos dos livros, mesmo os
rabugentos! (meu pai diria que me identifico!)
Com o livro vemos que as aparências realmente enganam
e que podemos achar que conhecemos alguém, e não saber nada do que vai no
íntimo dessa pessoa. E que é sempre difícil julgar quem quer que seja, já que
não sabemos pelo quê essa pessoa passou ou passa.
O objetivo dessa narrativa não é ser cheia de emoções
ou nos apresentar muitas aventuras e cenas de gelar o sangue. Imagino que a
intenção seja mostrar as relações entre as pessoas, desde as que mal se
conhecem e trombam no elevador, até as relações mais íntimas – que podem ser
românticas ou entre pais e filhos. Gostei bastante da leitura, Marian Keyes não
me decepcionou. Esse ficou entre os meus favoritos da autora. Recomendo a leitura!




Samy
=)
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