terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Resenha: Bela Maldade – Rebecca James




Título: Bela Maldade
Título oficial: Beautiful Malice
Autora: Rebecca James
Ano de lançamento: 2010
Ano de lançamento no Brasil: 2011
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 302


Sinopse oficial adaptada:

Após uma horrível tragédia que deixou sua família devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie.

Como Alice é uma garota popular no colégio, Katherine se vê incapaz de resistir à atenção que ela lhe dedica e fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade. No entanto, conviver com Alice é complicado.

Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga...
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Comecei a ler esse livro por indicação de uma blogueira (desculpem, mas não lembro qual), que afirmava ser dos melhores livros que ela leu no ano. Considerando que a história era cercada por mistérios e a maioria das resenhas era favorável, me interessei e logo procurei para ler.

O livro não é escrito de forma linear, sendo que começa com o que parece ser o presente de Katherine, intercalado com capítulos do passado, para que possamos entender o que de tão grave aconteceu na vida dela para que ela se sinta tão culpada. Mas logo à frente aparecem capítulos no “futuro”, o que acaba gerando spoilers da história do “presente”. Essa parte tirou muito do suspense, pois alguns acontecimentos seriam extremamente inesperados.

Em certa parte da história fiquei com um pouco de preguiça, já que em boa parte do livro a personagem principal faz o tipo “cega e burra” em relação às amizades e isso costuma me irritar um pouco. Depois a leitura engrena novamente. A autora Rebecca James consegue prender o leitor ao livro, já que nada é o que parece e você sempre fica querendo saber o que vem depois e o que acontece para chegar naquela parte do “futuro” que você já leu, assim como o que aconteceu no passado da família de Katherine.

É um livro tenso e bem instigante, de leitura descomplicada. A trama ficou bem finalizada, sem pontas soltas e você acaba conseguindo compreender – mesmo se não concordar com – todos os personagens e suas ações. Além de tratar de temas polêmicos que não citarei aqui para não dar informações demais sobre o enredo. Apesar disso, não consegui me ligar muito a nenhum dos personagens. Não achei nenhum digno de afeição e daquela torcida para que tudo dê certo no final. Em certa altura do livro eu só queria ler rápido para que ele acabasse.

Não diria de forma alguma que é dos melhores que li esse ano, mas vale a leitura, se não tiver nada melhor em mãos, ou se não quiser nada mais elaborado.


 Samy =)


domingo, 29 de dezembro de 2013

Tirinha de domingo!



Hoje é domingo e é dia de tirinha!! Uhuuuul!

Eu tou assim hoje após terminar O Chamado do Cuco

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Resenha: Orgulho e Preconceito – Jane Austen




Título: Orgulho e Preconceito
Título original: Pride and Prejudice
Autora: Jane Austen
Ano de lançamento: 1813
Ano de lançamento no Brasil: Primeiro lançamento em 1958. A edição que li foi lançada em 2008
Editora: Landmark (para a edição que li de 2008)
Número de páginas: 400


Sinopse oficial:

Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína.
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Eu sou bem suspeita para falar, porque AMO Jane Austen! Um dos meus estilos favoritos de leitura são os romances históricos e uma das minhas autoras preferidas do gênero é a Jane.

Como muita gente, conheci o livro por causa do filme de 2005, com a Keira Knightley e Matthew MacFadyen nos papéis principais – na época lia mais fantasias e não conhecia Jane Austen. Gostei demais do filme e fiquei muito feliz em saber que era a adaptação de um livro. Corri para comprar o tal livro e só consegui me apaixonar ainda mais pelos personagens e pela estória como um todo.

Inglaterra, fim do século XVIII, somos apresentados à família Bennet, cujo patriarca é um pequeno proprietário rural de Meryton – cidade próxima a Londres. O livro é narrado em terceira pessoa, sempre pelo ponto de vista dos Bennet – principalmente de uma das filhas.

A família é composta de pai, mãe e cinco filhas e há a preocupação com o que será das seis mulheres quando o sr. Bennet morrer, uma vez que, na referida época e sociedade, o espólio ia para a linhagem masculina da família, ignorando a feminina. Como o casal só teve filhas, todas as posses iriam para um primo distante. Cai então em cima das meninas – pelo menos uma delas – a responsabilidade de um casamento proveitoso, pois era a única maneira de ascensão social na época.

A sra. Bennet é uma mãe “atenciosa” e muito preocupada em casar bem suas filhas, mas na verdade é muito superficial, fútil e um tanto ansiosa. Já o sr. Bennet tem o intelecto mais evoluído que sua esposa, mas não é muito cuidadoso com as atitudes das filhas, preferindo concordar com o que sabe não ser “correto” em troca de paz e sossego. Eu gostei muito do sr. Bennet, apesar de seus defeitos. Dou um grande crédito a ele, pois aguentar tal esposa não deve ser fácil! Eu não tive muita paciência para as preocupações e dramas da sra. Bennet.

A filha mais velha, Jane, é a mais bonita, e a maior parte da responsabilidade de garantir um bom casamento, fica nos seus ombros. Sendo muito romântica, deseja se casar por amor, mas sabe que não pode se dar a esse luxo, caso seja cortejada por um “bom partido”. Ela é meiga e super querida e me vi torcendo para que ela conseguisse se casar com quem desejasse. A segunda filha mais velha, Elizabeth – ou Lizzie, é o foco principal do livro e quase toda a trama gira em torno dela. É a mais inteligente e sagaz das cinco senhoritas Bennet, um tanto irônica e muito espirituosa, é também uma leitora assídua. É a melhor amiga e confidente da irmã mais velha e a favorita do pai (e minha também, claro). A terceira das filhas, Mary, tem participação restrita na história, sendo retratada com poucos talentos, apesar de ser a que mais se esforça para aperfeiçoá-los, e as duas mais jovens, Kitty e Lydia, são mais desmioladas e inconsequentes, sendo a caçula, a pior das duas.

Vale lembrar que, nessa época, a moral da mulher e o bom nome da família eram muito importantes e levados em alta conta quando um homem procurava uma esposa. E se algo acontece com um integrante da família, o nome de todos ficava manchando na sociedade e, com isso, as chances das moças conseguirem um bom casamento, diminuíam.

A rotina da família é, então, alterada pelo aparecimento do sr. Bingley, que deseja comprar uma propriedade nas vizinhanças. Ele traz consigo seu melhor amigo, sr. Darcy, e suas duas irmãs, umas delas acompanhada pelo marido. Jane atrai logo as atenções do sr. Bingley, enquanto Lizzie e o sr. Darcy se estranham, já que o cavalheiro é um tanto arrogante e preconceituoso e Lizzie não é exatamente um cordeirinho manso.

E é aí que Jane Austen tece sua trama, retratando exatamente a sociedade à qual vivia, com todos os seus costumes, tradições e restrições. Lizzie é uma personagem que tenta romper com os costumes da época, pois ao invés de se calar e concordar com o que os homens falam, prefere discutir e mostrar seu ponto de vista – às vezes de forma um pouco acalorada. Além de não se importar muito se irá se casar ou não e desejando que, se isso acontecer, o cavalheiro seja, preferencialmente, detentor de intelecto e não de propriedades.

A autora foi, a seu modo, uma “revolucionária”, com personagens femininas corajosas e destemidas e não tolas e submissas, como se esperava das mulheres na sociedade machista em que vivia. Orgulho e Preconceito é a obra mais conhecida da autora e um clássico da literatura.

Só como curiosidade, o protagonista desse livro, sr. Darcy, foi inspirado no homem que a própria autora amava e nunca pôde ter. =(
E claro que o personagem irá sempre figurar nas listas dos protagonistas masculinos mais amados pelos leitores – pelo menos para mim, está lá em cima na lista!

Estando entre os meus livros favoritos, claro que eu recomendo muito a leitura!


Samy =)


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Infinitos filmes: O Estranho Mundo de Jack

Título: O Estranho Mundo de Jack
Título original: The Nightmare Before Christmas
Dirigido por: Henry Selick
Gênero: Animação, Musical, Fantasia,
Duração: 1h16min
Lançamento: 24 de dezembro de 1993


Sinopse adaptada
Jack Skellington é um ser fantástico que vive na Cidade do Halloween, um local cercado por criaturas fantásticas. Lá todos passam o ano organizando o Halloween do ano seguinte. Mas, após mais um Halloween, Jack se mostra cansado de fazer aquilo todos os anos. Assim ele deixa os limites da Cidade do Halloween e vagueia pela floresta. Por acaso acha alguns portais, sendo que cada um leva até um tipo de festividade. Jack acaba atravessando o portal do Natal, onde vê demonstrações do espírito natalino. Ao retornar para a Cidade do Halloween, sem ter compreendido o que viu, ele começa a convencer os cidadãos a sequestrarem o Papai Noel e fazerem seu próprio Natal.
 
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Como é Natal, ficamos pensando em filme legal para postar. Mas infelizmente não temos muitas opções. Sempre nos lembramos dessa animação em época de Halloween, no entanto ela também fala do Natal e de não entender o verdadeiro espírito natalino. Infelizmente a verdadeira razão do Natal está se perdendo, ficando uma data mais comercial. Então o filme serviu como uma luva, Jack Skellington também não entende e desvirtua para o que o satisfaz.

Jack Skellington vive na Cidade do Halloween, junto com várias outras criaturas fantásticas. Ele é aclamado por todos como o Rei do Halloween, sua liderança nos festejos é essencial para que tudo corra da melhor forma. Mas, mesmo se achando o máximo, Jack está cansado de sempre fazer as mesmas coisas e sente que está faltando algo. Vagando além dos limites da cidade ele encontra vários portais que levam a cidades de outras festividades, se interessa pelo portal do Natal e acaba caindo por ele. Lá ele vê muitas luzes, presentes, o Papai Noel, fica fascinado e decide que o próximo Natal será organizado pela Cidade do Halloween. Mas Jack não entendeu o verdadeiro sentido do Natal, para ele Papai Noel é um ser que viaja pelo céu aterrorizando as pessoas. Sally, uma bonequinha de pano muito fofa que sempre teve interesse em Jack, percebe que ele está correndo um serio risco e tenta adverti-lo e evitar que aconteça o pior.

A animação foi co-escrita e produzida por Tim Burton, mas ele não pode dirigir porque estava trabalhando em Batman - O Retorno. Mesmo assim o filme tem muito a cara dele, o que eu adoro. Para mim, Henry Selick fez um excelente trabalho. Aliás, quanto trabalho deve ter dado para filmar! Cada personagem faz “mil” caras diferentes, a iluminação é perfeita e na época que foi feito não existiam tantos recursos para animações. O filme foi quase todo feito em stop motion, ou seja, a cada micro movimento era tirada uma foto para depois compor um movimento completo. Só duas cenas foram rodadas em velocidade normal. Não dá para perceber a diferença entre cada cena e não percebi nenhuma falha de movimento dos personagens.

Foi usado como base para o enredo o curta de animação de um poema de Tim Burton. Por isso os personagens mais envolvidos, com exceção de Sally, são os que aparecem no curta: Jack, Zero e Papai Noel. Jack é um personagem arrogante, já que todos da cidade o exaltam, ele realmente se acha o melhor. O que contrabalança com a Sally que é uma fofa, apaixonada por Jack e que faz de tudo para fique tudo bem.  Recomendo, principalmente para os apaixonados por animações, que assistam o filme e o curta, são lindos.


Nat  =D

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!!



Queríamos desejar um Feliz Natal a todos, com muita paz, amor, fé, confraternização com a família e tudo que há de bom!! Mas não só nessa época do ano e sim o ano inteiro! Não adianta fazer boas ações só no Natal galera, temos que amar o próximo e ser solidários sempre! Aproveitem muito!

Um grande beijo!!

Hoje não é domingo, mas deixo uma tirinha para vocês! =)



segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Resenha: Cidades de Papel - John Green



Título: Cidades de Papel
Título Original: Paper Towns
Autor: John Green
Ano de lançamento: 2013
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 368
Ano de lançamento no Brasil: 2013

Sinopse oficial adaptada:

Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.

Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.

Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

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Comprei esse livro junto com Teorema Katherine, pois houve muito alvoroço em torno de John Green. Após o lançamento de A Culpa é das Estrelas ele virou um autor queridinho de muita gente. Como o estilo melodramático de A Culpa é das Estrelas não faz meu tipo, decidi conhecer o autor a partir dos seus livros menos depressivos. Optei por começar com Cidades de Papel, pois a sinopse me interessou muito ao revelar que na história são seguidas pistas deixadas por uma menina, além de haver cidades abandonadas que existem apenas no mapa.

Margo é uma garota popular, e Quentin um nerd de poucos amigos. Vizinhos desde crianças, Quentin nutre um amor platônico por Margo.
Tentei não ter preconceitos com os personagens no início da leitura e deixar cada um me cativar com sua personalidade, mas no decorrer da história eu só conseguia ficar cada vez com mais raiva da Margo e do papel de menina mimada e revoltada sem motivos para tal (ter pais ausentes não me convence). Comecei a ficar com muita preguiça dela e da obsessão do Quentin por uma menina tão rasa. Quentin me cativou bastante no início com o jeitão nerd, mas no fim já não nutria afeto por ele e sua visão limitada. Gostei muito do Radar e do Ben, amigos de Quentin, pois eles garantiram boa parte das risadas que dei nesse livro. A escrita de Green é bem leve, o que torna a leitura muito rápida e de certa forma, o “suspense” te faz querer terminar o livro.

Creio que a intenção do autor foi mostrar como as pessoas podem ser completamente diferentes do que imaginamos e da opinião que formamos delas, mesmo as que pensamos conhecer. Mas no fim só consegui achar o livro devagar, com personagens pouco cativantes e a mensagem acabou se perdendo para mim.
Se você gosta de John Green, vá em frente. Se não o conhece ainda, espero que se dê melhor com seus personagens e tramas que eu.



Samy =)

*Texto revisado por Ligia Farnezi

domingo, 22 de dezembro de 2013

Tirinha de domingo


Como hoje é domingo, é dia de Tirinha!! \o/
E com vocês, o queridíssimo Armandinho, de Alexandre Beck!


Senhor pai do Armandinho, não é só dar o livro! Tem que ensinar! ;)


sábado, 21 de dezembro de 2013

Resenha: Desventuras em Série – Mau Começo





Título: Mau Começo
Título oficial: The Bad Beginning
Autor: Lemony Snicket
Ano de lançamento: 1999
Ano de lançamento no Brasil: 2001
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 152


Sinopse oficial adaptada:

Mau Começo é o primeiro volume de uma série em que Lemony Snicket conta as desventuras dos irmãos Baudelaire. Violet, Klaus e Sunny são encantadores e inteligentes, mas ocupam o primeiro lugar na classificação das pessoas mais infelizes do mundo. De fato, a infelicidade segue os seus passos desde a primeira página, quando eles estão na praia e recebem uma trágica notícia. Esses ímãs que atraem desgraças terão de enfrentar, por exemplo, roupas que pinicam o corpo, um gosmento vilão dominado pela cobiça, um incêndio calamitoso e mingau frio no café da manhã. É por isso que, logo na quarta capa, Snicket avisa ao leitor: "Não há nada que o impeça de fechar o livro imediatamente e sair para uma outra leitura sobre coisas felizes, se é isso que você prefere".

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Desventuras em Série se trata de uma série infantil de 13 livros escrita por Lemony Snicket.
Sempre tive curiosidade de ler essa série e ver o filme – via de regra eu leio os livros antes – mas nunca tive a oportunidade de pegar emprestado com alguém e, até então, não tinha me animado a comprar. Eis que uma super promoção no submarino me faz criar coragem e comprei o box.

Os livros são bem pequenos e de fácil leitura, do tipo que se lê facilmente em um dia ou dois. A folha é grossa, com as letras enormes e eu amo as capas! Além disso, cada início de capítulo tem um desenho no topo da página – detalhe que adoro. A linguagem é bem tranquila, exceto por algumas palavras mais difíceis inseridas propositalmente, para as quais o autor faz questão de acrescentar uma explicação. Essa explicação é sempre muito engraçada! Achei essa característica do livro muito interessante! O tempo todo o autor escreve como se estivesse tendo uma conversa com o leitor – inclusive mandando-o fechar o livro e ir ler coisas mais agradáveis.
Outro fator interessante são as várias alusões a outros autores ou livros famosos, como o Sr. Poe, vice-diretor Nero e a dra. Orwell.

Falando do primeiro livro então... Ele conta a história dos três irmãos Baudelaire, que são as pessoas mais azaradas da face da Terra. No início desse primeiro livro eles ficam órfãos e sob responsabilidade do Sr. Poe para decidir o destino dos mesmos. Eles vão, então, morar com um parente distante, o Conde Olaf, e é aí que seus infortúnios começam – pois é, antes disso, eles não são azarados.
Violet é a irmã mais velha e uma inventora sensacional. Klaus, o irmão do meio, é um leitor inveterado e consegue lembrar de todos os livros que já leu. Sunny é a mais nova e ainda um bebê, mas com quatro dentes afiadíssimos que consegue usar para os mais variados procedimentos. Sunny ainda não fala, mas emite diversos sons, que o autor e os irmãos conseguem entender perfeitamente como uma frase com sentido.
Todos os livros têm uma dedicatória para a amada de Snicket. É bom ficar atento a elas!

Embora o livro seja sobre as desgraças das crianças, é muito divertido e uma leitura bem leve e o leitor fica o tempo todo torcendo pelos três órfãos, que de tão espertos, quase não precisam de torcida! Série altamente recomendada!



Samy =)

*Texto revisado por Ligia Farnezi

Infinitas Séries : Bates Motel - 1ª Temporada



Olá, eu sou a Lu e hoje vou postar sobre uma série que foi lançada no início do ano que muito tem ganhado opiniões por aí. Trata-se de...



Formato: Série
Duração: 45 minutos/episódio
País de origem: Estados Unidos
Transmissão original: 18 de março de 2013
Número de temporadas: 1 (10 episódios)
Situação: Renovada para segunda temporada
Personagem favorito: Norma Bates – interpretada pela Vera Farmiga
Personagem que não me encanta: Bradley Martin – interpretada pela Nicola Peltz

Sinopse: A série é uma "prequela contemporânea" para o filme de 1960 Psycho (baseado no romance de mesmo nome escrito por Robert Bloch), retrata a vida de Norman Bates e de sua mãe Norma antes dos eventos retratados no filme de Alfred Hitchcock. A série começa depois da morte do marido de Norma, quando ela adquire um motel localizado em uma cidade costeira Oregon, para que ela e Norman possa começar uma nova vida. A série foi filmada em Aldergrove, British Columbia, Canadá e estreou em 18 de março de 2013 na A&E.
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Ao contrário do que se conhece nas primeiras páginas – e posso já dizer, incríveis – do livro “Psicose”, de Robert Bloch, a série dramática televisiva “Bates Motel” nos traz um Norman Bates (interpretado por Freddie Highmore) em sua adolescência. Logo nas primeiras cenas do pilot – que é o primeiro episódio lançado -, Norman acorda atordoado e começa a procurar pela mãe, desesperado, gritando que seu pai estava morto, pedindo ajuda. Imaginamos uma esposa devotada que iria reagir de forma brusca e não, o que temos é a impassividade dela e um olhar despretencioso e sem emoções quando, aparentemente, “sabe da notícia” que o filho acabara de dar. Então, a mãe, trajada com roupão, vai até o porão e tenta acalentar o filho diante do exposto. Eu já não sabia se o pai realmente tinha morrido ou se era uma alucinação do Norman, já que sua mãe reagiu a notícia de forma indiferente.

Passam alguns meses, Norman Bates e sua mãe, Norma (sugestivo, não?) estão indo em direção a uma outra cidade, se mudando. O diálogo entre os dois é sempre denso e percebemos a influência dessa mãe – interpretada pela Vera Farmiga, que aliás está estonteante – sobre o filho. A verdade é que Norman é apenas um garoto, enquanto que no livro, já o vemos na casa dos quarenta anos. Isso é interessante na série porque aqueles que assistiram ao filme do Hitchcock – que o próprio dá muito crédito ao autor Robert Bloch pelo seu livro – não imaginam como foram os antecedentes da vida do garoto Bates. Eles então compraram um motel, chamado “Bates Motel” e começam a morar lá.

Inesperadamente, o ex- proprietário do motel, Keith Summers, não aceitando a perda do terreno, começa a importuná-los e, então, eis que um determinado crime acontece. Norman e sua mãe agora são mais cúmplices do que antes e, com isso, a série se torna mais emocionante. O xerife da cidade quer desvendar o ocorrido, a série vai tomando um rumo interessante e o conjunto de filmagens valoriza detalhes com riqueza. Norman conhece pessoas da sua idade e tenta interagir, mesmo com toda timidez. A adaptação dele se dá aos poucos, até conhecer uma garota que também mudaria sua vida, além de uma professora que parece ter segundas intenções com o garoto.

Bates Motel é uma das séries, mesmo com apenas dez episódios lançados na primeira temporada, incrível. Os personagens são excelentes e bem caracterizados. Não consigo imaginar outra Norma Bates que não fosse interpretada pela Vera Farmiga. A complexidade temática vale a pena e é uma série que ao mesmo tempo eu considero um terror psicológico, atende a variados públicos porque é rica em suspense, meticulosamente enfeitado para nossa diversão.

 Inicialmente, ela foi lançada com recursos relativos de dinheiro – pra não dizer escassos, confesso - mas, por ter ganhado tantos pontos positivos, esperamos uma segunda temporada mais rica. Se você tem gosto por séries ou está começando a querer ver uma, essa eu indico e eu daria cinco estrelas para ela! E não é necessário conhecer a história de “Psicose” para entender, porque os produtores justamente querem dar um passado ao Norman Bates, então, mesmo que você já tenha lido ou vá ler o livro origem de tudo isso ou tenha visto ou queira ver o filme, eu recomendo a série. Aquela máxima de que: um é pouco, dois é bom e três é demais, não vale aqui. O livro é fantástico, o filme é estupendo e a série é incrível.

Até a próxima série!

Lu.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Resenha: Morte Súbita – J. K. Rowling


Título: Morte Súbita
Título Original: The Casual Vacancy
Autora: J. K. Rowling
Ano de lançamento: 2012 
Ano de lançamento no Brasil: 2012
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 501
Sinopse oficial adaptada:

Quando Barry Fairbrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.

A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra.

Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista.

A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas?

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Você certamente já leu isso em outras resenhas a respeito desse livro, mas vale repetir. Se espera algo no estilo de Harry Potter, esqueça. Pode fechar o livro e pegar outro de fantasia. Esse é um drama bem real. J. K. Rowling mostra com ele que não é uma escritora exclusiva do gênero fantástico – ou infanto-juvenil, como gostam de chamar. Quem me conhece sabe que sou uma grande fã da autora e de toda a saga Harry Potter, que cresci lendo. Então minhas expectativas eram mistas antes de ler esse livro. Não sabia se achava bom ou ruim J. K. tomar rumos tão distintos do estilo que nos fez gostar tanto dela. Mas eu também queria muito ler uma coisa diferente vindo de uma escritora que sempre considerei muito talentosa.

Ao contrário de muitas pessoas, eu gostei bastante da capa! É simples, mas bonita, com cores impactantes. O emborrachado eu fiquei em dúvida se me agradou, pois à primeira vista achei muito interessante, mas com o tempo vi que ela suja muito fácil, fato que me desagradou.

Mas vamos à estória! J. K. conseguiu me prender bem rápido ao livro. Nas primeiras páginas eu já estava completamente envolvida por ele. Infelizmente não foi assim o livro todo e em determinado momento da narrativa, a leitura se arrastou e eu comecei a ler bem mais devagar, já não tão envolvida pela trama. Não sei se foi apenas comigo que isso aconteceu. Depois de um tempo a estória volta a engrenar e a leitura flui novamente, mas essa quebra na fluidez me fez dar 4 estrelas para ele.

O tema base do livro é a nomeação da pessoa que substituirá Barry Fairbrother no Conselho Distrital do fictício vilarejo de Pagford. Fairbrother aparenta ser um cara legal. Professor na escola local, é do tipo que cativa até os alunos mais difíceis. Por ter origens pobres, ele se envolve com a política do vilarejo para tentar melhorar a vida daqueles que têm a mesma origem que ele teve. Sua morte então, acarreta uma reviravolta, não só na cena política, como na vida de praticamente todos os moradores da cidade, cada um sendo afetado de uma forma diferente. E, recheando a estória, somos apresentados aos outros moradores locais, cada qual com a sua peculiaridade e personalidade distinta.

Rowling teve uma sensibilidade incrível na criação dos personagens desse livro. Eles não são superficiais. Ao contrário, são complexos, têm muitos defeitos e qualidades, como todo mundo, e ela faz questão de dar ênfase no pior lado de cada um. Cada núcleo familiar trata de um assunto polêmico na sociedade atual, como drogas, pobreza, violência doméstica, bullying, estupro, problemas psicológicos e por aí vai. A autora também nos faz refletir sobre o quanto conhecemos uma pessoa que nos é próxima. Ela realmente é quem pensamos que seja?

Não é um livro que tem vilões ou mocinhos. O que temos são personagens com pontos de vista diferentes e acontece de concordarmos e apoiarmos um ou outro lado. Cada um ali tem seus problemas, independente da classe social ou da aparência que tenta mostrar à sociedade.

Com esse livro, J. K. mostra que consegue sim – e muito bem, obrigada – escrever algo além dos muros de Hogwarts e só me fez ter mais vontade de ler seu outro livro, O Chamado do Cuco, algo que espero fazer em breve!

Morte Súbita é uma leitura pesada e densa, mas eu recomendo!



Samy =)

*Texto revisado por Ligia Farnezi

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Infinitos filmes: O Iluminado

Ei! Eu sou a Natália e toda quarta-feira irei escrever uma resenha sobre algum filme. Se alguém quiser que fale de um filme em especial é só pedir, irei adorar se eu ainda não tiver assistido. =)
Para começar escolhi um dos meus filmes prediletos! Então vamos lá, antes tarde do que nunca.


Título: O Iluminado
Título original: The Shining
Dirigido por: Stanley Kubrick
Atores principais: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd
Gênero: Terror, Suspense
Duração: 2h26min
Lançamento: 27 de dezembro de 1980
Sinopse:
Durante o inverno, um homem (Jack Torrance) é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com a mulher (Wendy) e seu filho (Danny). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo em que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.
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O Iluminado é uma adaptação do livro homônimo, escrito por Stephen King, que conta a história de Danny Torrance, um garotinho que tem um “sexto sentido” e um amigo imaginário que lhe conta coisas. Seu pai, Jack Torrance, é um escritor que está tentando se curar do alcoolismo e esquecer o passado. Pensando em um novo começo e em ter tranquilidade para escrever, ele aceita o emprego de zelador do Hotel Overlook, que fica fechado durante o inverno, e então se muda com sua esposa, Wendy, e seu filho Danny.

Imagine um hotel antigo, totalmente isolado durante o inverno, onde já ocorreram vários incidentes. É nesse local que a história se desenrola. Danny percebe o mal presente no hotel e passa a ter visões, porem ele não comenta com seus pais, somente se mantêm distante do quarto 237 (217 no livro), como o cozinheiro Dick Halloran o orientou antes de partir. Com o tempo as visões de Danny aumentam e, enquanto isso, o hotel passa a influenciar seu pai, levando a situações de arrepiar.

Quando se trata de adaptações de livros, sempre esperamos que o filme seja pior, mas isso não acontece com esse. Tanto o livro, quanto o filme são muito bons. Lógico, possuem diferenças. A primeira que posso listar é sobre a narrativa de Stephen King. Ele nos envolve, nos faz entrar na história e então nos assusta com todos os detalhes. Já no filme somos só espectadores e é a visão de Kubrick que nos deixa apreensivos, por não saber como ele vai mostrar cada parte da história. Outra diferença é a Wendy, no filme ela é um pouco mais boba e inocente do que no livro, mas a cara dela de terror é sem igual. Enquanto o livro deixa claro que é uma história de fantasmas, o filme deixa um pouco em duvida se é isso ou se o confinamento que causa tudo.

A atuação de Jack Nicholson é incrível, ele desenvolve muito bem o psicológico do personagem, não imagino outro ator como Jack Torrance. Além disso, as cenas são muito bem estruturadas e os efeitos sonoros casam muito bem com cada uma. O enredo desenvolve rapidamente e você nem sente o tempo do filme passando. É um clássico do terror que deve ser visto.


Nat  =D

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Resenha: Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie



Título: Assassinato no Expresso do Oriente
Título Original: Murder on the Orient Express
Autor: Agatha Christie
Ano de lançamento: 1934
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 224
Ano de lançamento no Brasil: 1979 (versão que li lançada em 2009)

 Skoob
 
Sinopse oficial adaptada:

Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve para o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano.

Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Um americano é encontrado morto em sua cabine, e a porta estava trancada por dentro. Pistas falsas são colocadas no caminho do famoso detetive Hercule Poirot para tentar mantê-lo fora de cena, mas, num dramático desenlace, ele apresenta não uma, mas duas soluções para o crime.

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Eu sempre digo que gosto mais de Sir Arthur Conan Doyle que de Agatha Christie, e que sempre gostei mais do Sherlock Holmes que do Hercule Poirot – Miss Marple nem se fala – mas o pequeno belga tem me cativado bastante ultimamente. Confesso que li poucos livros de Christie e o anterior a esse já fazia um bom tempo.

Peguei esse livro em um dia que estava com vontade de ler uma investigação bem trabalhada e bem construída sem muito sangue e com a trama simples. Claro que consegui isso com Agatha Christie.
As primeiras páginas, para mim, sempre são um pouco arrastadas até que o mistério a ser solucionado se apresente, mas nesse caso foram muito poucas até eu me prender completamente à estória.

Poirot está viajando no Expresso do Oriente quando ocorre o crime que dá nome ao livro. Como o trem está parado devido a uma nevasca e o diretor é seu amigo, ele resolve ajudar até que a polícia chegue. Começa então um interrogatório com todos os passageiros e funcionários do trem, surgem pistas falsas, declarações duvidosas e um final surpreendente. O fato de não haver como sair ou entrar do trem torna todos os presentes suspeitos e torna difícil conseguir largar o livro até chegar ao final (leia em um domingo! :P).

O mistério é envolvente e o leitor, a cada momento, tem certeza que sabe quem é o culpado. Mas aí, ao continuar a leitura, sua certeza vira pó! E mais uma vez você forma uma opinião sobre o culpado só para mudar de ideia mais uma vez! Comigo foi assim até o fim.

Gostei muito do livro e me animei a ler outros livros com Poirot mostrando como – e te fazendo – colocar a “substância cinzenta do cérebro” para funcionar. Recomendo!



Samy =)

*Texto revisado por Ligia Farnezi

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Resenha: O Espadachim de Carvão – Affonso Solano



Título: O Espadachim de Carvão
Título Original: O Espadachim de Carvão
Autor: Affonso Solano
Ano de lançamento: 2013
Ano de lançamento no Brasil: 2013
Editora: Fantasy – Casa da Palavra
Número de páginas: 256


 
Sinopse oficial adaptada:

Filho de um dos quatro deuses de Kurgala, Adapak vive com o pai em sua ilha sagrada, afastada e adorada pelas diferentes espécies do mundo. Lá, o jovem de pele absolutamente negra e olhos brancos cresceu com todo o conhecimento divino a seu dispor, mas consciente de que nunca poderia deixar sua morada. Ao completar dezenove anos, no entanto, isso muda. Testemunhando a ilha ser invadida por um misterioso grupo de assassinos, Adapak se vê forçado a fugir pela vida e se expor aos olhos do mundo pela primeira vez, aplicando seus conhecimentos e uma exótica técnica de combate na busca pela identidade daqueles que invadiram sua casa.

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Comprei O Espadachim de Carvão de Affonso Solano por se tratar de um livro de fantasia e ser de um escritor brasileiro – tenho tentado comprar os livros de escritores nacionais que me interessam, para incentivá-los, já que é uma profissão tão difícil de alavancar!
A sinopse me interessou bastante, assim como as poucas resenhas que consegui ler a respeito do livro – poucas, pois quando comprei o livro, ele tinha sido lançado há pouco tempo.

O início achei bem lento, pois o autor tenta inovar no elemento “fantasia” inserindo seres desconhecidos na narrativa. Por um lado, achei muito interessante fugir da regra fantástica de dragões, elfos, anões, magos, vampiros e etc. Mas, se o autor pretende inovar e inventar seres e um mundo completamente diferente do que estamos acostumados a ler, a construção das espécies e raças novas e a descrição das mesmas devem ser muito bem feitas e detalhadas. Isso não aconteceu no Espadachim de Carvão e eu fiquei completamente perdida. Acabei confundindo vários seres/personagens durante a leitura, tornando-a um pouco confusa. Já tinha lido mais ou menos 1/3 do livro até me acostumar com esse mundo novo.
A história em si demora um pouco para engrenar, mas acaba fluindo. Ela só não me cativou tanto quanto eu esperava. Achei muito interessante a ideia do filho de um dos deuses do planeta ser uma "pessoa" diferente de todas as outras espécies e não saber nada a respeito do mundo em que vive, além do que leu nos livros disponíveis na sua casa divina. O livro não segue uma ordem cronólogica, alguns capítulos seguem linearmente o presente do personagem principal, Adapak, mas outros voltam em flashbacks, contando como ele descobriu ser o filho de um deus e como foi a vida dele depois disso, até acabar sendo caçado e tendo que fugir da vida que levava até então . Essa falta de cronologia também arrastou um pouco os primeiros capítulos, até eu conseguir entender como funcionava a estória.
Depois de se acostumar com os personagens e ritmo da narrativa, é uma leitura rápida e o Adapak me cativou bastante com seu jeito ingênuo. Além disso, me surpreendi com algumas reviravoltas na história.

Ainda acho que o autor poderia ter explorado melhor um mundo criado com tanto esmero. Não sei se haverá continuações para esse livro, mas se houver, certamente comprarei, esperando que, agora que conheço as espécies de Kurgala, a leitura seja mais fluida e agradável!

Eu recomendo o livro para quem gosta muito de fantasia. Mas vá com uma boa dose de paciência e criatividade!

Samy! =)

*Texto revisado por Ligia Farnezi
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