quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Além do Infinito: As diferenças entre ser um autor e uma autora...


Hoje eu quero começar uma pequena série de discussões aqui no blog sobre um assunto muito pertinente – que também envolve a literatura...

Em busca de artigos interessantes para ler, meu marido encontrou, por acaso, esse no Jezebel e me mandou. Segundo ele: “Acho que você vai gostar desse”. Obviamente por “gostar” ele não queria dizer “ficar feliz”, como vocês verão a seguir, mas “achar interessante” ou “achar que leva a uma boa discussão”. Nisso ele acertou.

No artigo, Catherine Nichols, uma autora iniciante, nos conta como enviou uma carta de apresentação e as primeiras páginas de seu manuscrito para 50 agentes (segundo ela, é quase impossível publicar nos EUA sem um agente intermediando a relação autor-editora). Depois de várias semanas, ela recebeu resposta de 2 desses agentes com uma solicitação para ler o manuscrito inteiro. Seus amigos escritores já haviam lido seu trabalho e adoraram. Inclusive enviaram para seus próprios agentes como indicação. Nenhum deles se interessou. Todos diziam que faltava algo ao livro. A escrita dela era boa, mas a personagem principal não era interessante o suficiente, não era forte o suficiente. Apesar disso, seus amigos continuavam insistindo que ela tinha sim um bom material e que algo iria acontecer em breve. Nada aconteceu...

Catherine Nichols. Imagem retirada do The Guardian.


Até que ela começou a ler algumas pesquisas científicas falando a respeito de preconceito inconsciente e sobre as diferenças de julgamento quando uma pessoa vê um trabalho que pensa ser de um homem e um trabalho que pensa ser de uma mulher.

Por esse motivo, ela decidiu criar um email com um nome masculino e reenviar as cartas que enviou anteriormente, mudando apenas o nome e a parte da apresentação do “autor”. Enviou para diferentes agentes e repetiu alguns para os quais ela havia enviado anteriormente sob seu nome verdadeiro.

Enquanto Catherine recebeu 2 solicitações para ler seu manuscrito completo, “George” recebeu 17 respostas positivas... e em muito menos tempo. Um dos agentes que havia rejeitado o manuscrito de Catherine anteriormente não só solicitou o manuscrito de “George” como falou que iria mandar para o agente sênior da empresa, de tão bom que era. O mesmo manuscrito! As mesmas páginas iniciais. A única diferença foi: em um caso a assinatura era feminina, no outro, masculina...

O que podemos tirar a respeito disso? A autora chegou a quatro hipóteses...

A primeira indica que é mais fácil para os agentes venderem o livro do “George” às editoras que o livro de Catherine e, por questões de negócios, aceitaram apenas o manuscrito com o nome masculino.

A segunda é que o livro se destacou por ser um “homem” escrevendo sob um ponto de vista feminino, com uma protagonista feminina – mas pensemos que se fosse o contrário, uma mulher escrevendo sob um ponto de vista masculino, provavelmente não seria nada demais, nunca vi nenhuma sendo parabenizada por isso.

A terceira teoria é de que os agentes, ao pegar um livro escrito por uma mulher com uma protagonista feminina, acharam de antemão que se tratava de “ficção feminina”, como ela chama, e não tiveram interesse em continuar a leitura para conferir se era mesmo. Mas se foi escrito por um homem, não era provável que se tratasse de “ficção feminina”, então daria para dar uma chance, continuar a leitura e ver do que se tratava realmente.

A última hipótese é de que os agentes se sentiram mais amigáveis ao George, inconscientemente, por ele ser homem. Apontando aí o preconceito inconsciente falado no início do post...

Venhamos e convenhamos, nenhuma dessas possibilidades é muito animadora, não é mesmo?
Em um encontro cara-a-cara com um agente para discutir o início do seu livro, Catherine disse que escutou que o início estava bom, mas muito ambicioso e que ele duvidava que ela conseguiria levar o livro inteiro naqueles termos. Será que o agente teria falado a mesma coisa para o “George”? Será que “George” seria desencorajado a ser ambicioso?

Não sei se vocês sabem, mas adivinhem porque Joanne, nossa querida mãe do Harry, Rony e Hermione, assinou seu livro como J. K. Rowling? Não como Joanne Rowling, seu nome verdadeiro, mas um nome neutro, que não dá para saber se é de um homem ou de uma mulher...




Sim, se você pensou que é por Joanne ser um nome obviamente feminino, acertou!! Seu agente ou a editora, não sei, aconselhou-a a esconder seu verdadeiro – e feminino – nome sob o sobrenome. E queriam duas iniciais para ficar bonito, então ela adicionou o Kathleen, nome da sua avó. A editora argumentou que o público-alvo de um livro de fantasia sobre um garoto bruxo seriam jovens meninos (claaaaro, as meninas só iriam escolher os contos de fadas, obviamente, faz todo o sentido). Então quando esse jovens meninos pegassem o livro na livraria e lessem o nome na capa, perderiam o interesse, pois foi escrito por uma mulher, então não deve ser tão bom, cheio de romance, provavelmente.


Pois é, não sei nem por onde começar... não sei se o pior é pensar que é verdade e que os meninos poderiam ter sim preconceito se vissem que foi escrito por uma mulher ou se o pior é pensar que a editora não quis ajudar a tentar desconstruir essa ideia. Obviamente a editora está pensando nas vendas, e não no movimento feminista, então eles não iriam correr o risco de vendas menores por ser um livro escrito por uma mulher. Mas será que eles pararam para realmente analisar as estatísticas e determinar se o maior número de leitores de fantasia que envolva magia é mesmo de meninos?

Recentemente, a mesma JK Rowling decidiu testar a reação a uma obra sua, sem o peso de seu nome na capa. Adivinhem? Ela não escolheu um nome feminino, e sim Robert Galbraith. Porque? Não sei. Ela não quis comentar esse fato. Mas podemos conjecturar. Livros policiais escritos por mulheres não são raros, nossa amada Rainha do Crime está aí para provar. Mesmo assim ela optou por um nome masculino. Pode ser apenas para distanciar o máximo possível da realidade. Ela é mulher e fingiu ser homem. Mas também pode ser pela maior facilidade de um suposto autor estreante publicar, quando comparado com uma suposta autora estreante.

Apesar de termos o exemplo de Agatha Christie, outro grande nome da literatura policial se esconde sob um pseudônimo neutro. PD James é Phyllis Dorothy James, que escrevia um gênero pouco aceito para mulheres no século passado.

Tudo isso nos leva a pensar que, se foi escrito por uma mulher vale menos a pena ser lido do que se foi escrito por um homem. Ponto.

Conhecem Robin Hobb, o autor de, entre outras obras, A Saga do Assassino, publicado pela Leya? Na verdade ele se chama Margaret Astrid Lindholm Ogden e, nem preciso falar, é uma mulher. Ela publicou algumas obras de fantasia contemporânea sob o pseudônimo de Megan Lindholm, mas só fez sucesso, coincidentemente, quando começou a publicar como Robin Hobb.




Vocês pensavam que isso só acontecia com Emily e Charlotte Brontë e suas contemporâneas que tiveram que se esconder sob pseudônimos masculinos para serem publicadas, no século XIX? Não... o século já é o XXI e as mulheres ainda têm essas dificuldades. Claro que não estou dizendo que não se evoluiu. Mas considerando a evolução em outros aspectos do mundo, a evolução da sociedade no que diz respeito ao sexismo não seguiu um ritmo muito bom.

Algumas das maiores publicações que fizeram sucesso mundial, são femininas. Então porque esse preconceito permanece? Porque o sexismo nosso de cada dia está aí... firme e forte... as mulheres precisam provar, dia após dia, que são capazes de trabalhos tão incríveis quanto os homens. Porque o vai ditar se tal obra será incrível ou não, não é o sexo do escritor e sim seu dom, seu talento.
O pior é que eu nem falei a respeito de você ser uma autora e ser negra... mas isso é assunto para outro post, a ser escrito por outra pessoa...

Samy =)

48 comentários:

  1. Adorei o post! É bem frustrante ver que ainda há tanto sexismo no meio editorial :/

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    1. Impressionante né Lígia, em pleno século XXI!! Dá até engulhos!

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  2. A J.k. Rowling é demais! Mega amo os livros do HP e quero muito ler.
    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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  3. Olá :) Gostei muito do texto, retrata a realidade de algumas autoras, muitas editoras tem esse "preconceito" contra livros feitos por escritoras. A série HP é uma das melhores, <3 e teve editoras que não quiseram publicar o 1º livro. :/ Agora: Se arrependem amargamente. kkkk Beijos!!!
    Blog: http://my-stories-wonderful-books.blogspot.com.br/
    Página: https://www.facebook.com/BlogWonderfulBooks

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    1. Eu realmente não entendo, Gaby. :-/
      Que diferença faz quem escreveu né? O importante é ler e saber se gostou. Envios blind seriam interessantes para acabar com essa discriminação.

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  4. Samy, são tantos pontos bons para se discutir neste post!
    Mas vou falar só de uma questão: o que tudo indica é que as escritoras sofrem o mesmo tipo de discriminação que as todas as outras profissionais femininas: desrespeito e salários mais baixos do que os dos homens.

    A pergunta é: até quando? E ainda tem gente que acha que a luta feminista é coisa idiota. Coisa de mulher estérica. E outras tantas bobagens que eu vejo por aí. Não sabem elas que muitos direitos que temos hoje só foram obtidos por meios de anos de luta feministas.

    Parabéns pelo post! É uma ótima discussão.

    Beijos!

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    1. A gente nem sabe por onde começar né, Nilda? O pior é que é exatamente como você falou! Isso só reflete o que acontece em praticamente todas as áreas!
      E não me conformo em ver pessoas (principalmente mulheres) falando que não são feministas! Isso para mim é a mesma coisa que falar "não, eu não quero os mesmos direitos que os homens, obrigada!". :-/

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  5. Oi, tudo bem?
    Muito interessante esse post!
    É incrível o quanto nós mulheres somos recriminadas por nosso gênero.
    Não sei porque raios as pessoas nutrem essa opinião preconceituosa de que algo feito por um homem é melhor.
    O que aconteceu com a Catherine só mostra o quanto vivemos em mundo machista.

    Beijos :*
    http://www.livrosesonhos.com/

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    1. Vai entender né Maiara, considerando o tanto de obra incrível que tem por aí escrita por mulheres! Não dá pra entender mesmo como esse preconceito se perpetua!

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  6. Sim, o machismo é grande e o racismo também, imagina isso com uma mulher negra ou indígena? Lamentável, né? Realidade também muito forte no Brasil. Adorei ler esse post por aqui.

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    1. Pois é Lilian... exatamente esse o ponto que toquei no fim do texto. Para mulheres não brancas, o cerco se fecha mais ainda...

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  7. Chega a ser assombroso ver algo assim em pleno século XXI... Triste, e tão inserido em nossa realidade de maneira tão banal, como se fosse super normal, quando na verdade deveria incomodar a muitos... não apenas a nós, mulheres... Tenho alguns títulos de P.D. aqui pra ler... me recomendaram dizendo que a escrita dela é incrível...


    eu morria e não sabia que Robin Hobb é uma mulher... :o

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    1. Pois é! Quase ninguém sabe que Robin Hobb é mulher e os "louros" ficam para mais um homem. Por isso sou contra mulheres usarem pseudônimos masculinos. Escrevem obras incríveis e não ajuda a desfazer essa visão retrógrada e machista de que mulheres não escrevem bons livros. :-/

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  8. É realmente triste ver que em pleno século 21 ainda exista esse tipo de coisa, autoras incriveis sendo desprezadas porque não serão no sexo 'considero superior' é vergonhoso.

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    1. Exatamente Paac. Se não víssemos isso acontecendo daria para dizer que é mentira né? De tão inacreditável!

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  9. Lamentável ver que sexismo ainda existe. Até quando, nós mulheres, teremos que nos submeter a isso?
    Eu espero de verdade que isso mude o mais rápido possível, a mulher deve ter seu trabalho tão valorizado quanto o homem, e isso não é válido só para a literatura.
    Ótimo post!

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    1. Só mudará com o barulho que fazemos Jess. ;)
      Só mostrando e discutindo o assunto sem cessar é que vamos conseguir alterar essa realidade! Seguimos lutando! o/

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  10. Oii.
    Adorei seu texto, infelizmente essa questão do preconceito contra as mulheres ainda existe e é bem real, um absurdo, há muito que se evoluir.
    Seguindo e curtindo o blog, dê uma passadinha lá no Leituras da Mary.
    http://leiturasdamary.blogspot.com.br/

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    1. Existe demais Mary! Vamos tentando mudar essa realidade, mas a luta é grande!

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  11. O tema do seu post é realmente interessante. É de dar engulhos esse tipo de coisa, em pleno século XXI. Mais nauseante ainda é a quantidade de pessoas que desqualifica o feminismo e suas pautas, dizendo que não precisa dele, que já estamos em equidade com homens, e fecha os olhos para milhares de casos como esses, não só no mercado editorial, mas em quase todos (a não ser, é claro, nas "profissões femininas").

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    1. Exatamente Amanda!!!! Pior quando a gente lê "não sou feminista, pois sou contra as mulheres se sobressaírem aos homens". OI???? Desde quando o feminismo prega que as mulheres se sobressaiam aos homens???? E essas informações enganosas sempre são veiculadas por aí. Dá cada vez mais tristeza. Parece que a cada passo para frente voltamos dois para trás. "-/

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  12. Acho que é preconceito mesmo, pode até ser inconsistente,mas ele existe ainda infelizmente...

    http://poyozodance.blogspot.com.br/

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    1. Não há dúvidas de que existe, infelizmente! :(

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  13. Adorei sua postagem, é incrivelmente revoltante ver esse preconceito sexista hoje em dia, a J.K a gente ainda podia relevar em Harry Potter porque foi escrito a um tempinho já, mas até hoje a mesma história é inaceitável, até porque mulheres escrevem tão bem quanto homens, como tudo no mundo

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    1. Pois é Sabrina! Mesmo depois da própria JK que mostrou que mulheres escrevem livros de todos os gêneros!! Não dá para acreditar que essa imagem não foi desconstruída ainda!

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  14. Tá aí curiosidade que eu tenho.
    Por que tanta mulher se deu bem na literatura, mas mesmo assim o preconceito continua?
    Isso é um absurdo e muito machista.
    Mas gosto quando elas arrasam mesmo por trás de nomes masculinos, e principalmente com o feminino para esses agentes quebrarem a cara.

    Lisossomos

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    1. Essa é a pergunta de um milhão de dólares Déborah! Tanta mulher se dá bem e o preconceito continua! Vai entender!
      Também adoro quando elas arrasam! Principalmente em gêneros onde a predominância da publicações é masculina! ;)

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  15. Olá, amei seu post! É sempre bom falar sobre essas diferenças gritantes e absurdas!

    Abraços
    http://www.oraculodeelfos.com.br/

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    1. É importante que mostremos Giulia! Se a gente não fizer isso, os homens certamente não farão!

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  16. Gente, não sabia que Robin era mulher! :O
    Que horror isso, pleno século 21 e até na literatura tem esse preconceito... Nem imaginava. :S
    Muito bom seu post, parabéns!
    www.apenasumvicio.com

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    1. Pois é Dessa! Quase ninguém sabe que Robin Hobb é mulher. :-/
      Fico triste com isso, pois é uma grande autora que vários pensam ser homem. :(

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  17. É realmente muito frustrante ver que essa desigualdade ridícula paira também nesse universo que tanto amamos.
    O texto ficou ótimo e é um bom tapa na cara de muitos que acham que está tudo certo.
    Parabéns!

    Beijoos

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    1. Pois é, está em todos os lugares e isso é desanimador! Tomara que cada vez mais as pessoas comecem a enxergar as coisas como são e não por uma bolha cor de rosa.

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  18. Oi, tudo bem?
    Gente, que texto mais incrível *o* Eu não sabia sobre isso, não imaginava que ocorria esse tipo de preconceito na literatura e é tão absurdo, porque muitas autoras fazem um grande sucesso, o que deveria abrir os olhos dos agentes para as mulheres, né? Enfim, seu post está incrível mesmo, rende uma boa reflexão e aquele sentimento de revolta kkkk

    Beijos :*
    Larissa - srtabookaholic.blogspot.com

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    1. Que bom que gostou Larissa! É com repasse de informações como essa que cada vez mais gente vai se engajando na causa feminista que luta pela total igualdade de direitos entre homens e mulheres! Não dá para entender como as pessoas ainda têm esse preconceito com tantas provas aí de mulheres são tão brilhantes quanto os homens!

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  19. Acho que seu post faz total sentindo, há muito preconceito na literatura, muitas vezes que os cria é a própria editora, bom, acho que eu o importante é a qualidade do texto e não o gênero de quem o escreveu.

    Abraços e até!

    http://lendoferozmente.blogspot.com.br/

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    1. Exatamente Luan! O que importa quem escreveu, desde que seja bom?

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  20. Poxa, eu sinceramente tenho esse "preconceito" mas no meu caso é ao contrario, eu realmente tenho receio e desinteresse em ler livros de autores homens, eu sempre prefiro ler de mulheres, pois acho que me agradam mais.
    Gostei muito do post!
    www.guildadosleitores.com

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    1. Eu tento ir sem preconceitos Sharon, sem ligar para quem escreveu (a menos que seja autores que conheço e já gosto). Então vou mais pela sinopse e premissa! Isso é o que importa para mim! :D

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  21. Acho uma bela de uma bobagem isso, vale o que esta escrito, mas por outro lado entendo o marketing das escritoras, vender com nome masculino, talvez chame mais atenção? Ou pensar que mulheres só escreve algo puxado para o lado feminino, ou romance e bla, bla, bla? Quantos autores no geral, ambos os sexos, usam nome fantasias para assinarem seus livros, onde não sabemos o verdadeiro sexo, a fazem o maior sucesso. É muito coisa para pensar e discutir.
    Otimo post
    http://odiariodoleitor.blogspot.com.br/

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    1. Pois é Brubs, devia ser assim né? Não importa se quem escreveu foi homem ou mulher. Podem pensar essa questão do romance, mas é uma tremenda besteira! Quantas autoras incríveis escrevem fantasia, policial, terror! Fica para pensarmos.

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  22. Oi, tudo bem?
    Nunca achei que esse tipo de coisa existiria de verdade.
    Eu não tenho receio quanto escritor ou escritora, contanto que a premissa me agrade.
    É uma pena existir esse preconceito quanto ao sexo feminino.

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    1. Pior que existe Italo. Infelizmente. O ideal é exatamente isso, independente do gênero do autor, se a história interessa, pronto!

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  23. Oi, Samy!
    Eu acredito na hipótese do preconceito inconsciente. Até eu já fui assim quando comecei a ler: mesmo sendo criança, preferia os livros escritos por homens. Venho e moro num lar machista, então eu realmente não achava que mulheres pudessem escrever algo bom e interessante. Eis que, dez anos depois, estou bem aqui, eu mesma tentando ganhar a alcunha de autora! E entendo a J.K., assim como a Catherine. Descobri que desde que entrei no Wattpad como C. N. Wicker, as pessoas leram mais Thorn. Quando publiquei algum tempo atrás usando Caroline Wicker, a média de leitura não passou de razoável. Triste - e verdadeiro.

    Com carinho,
    Celly || Me Livrando

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    1. Pois é Celly, é muito injusto isso. Porque a "Caroline" escreveria pior que a C.N Wicker? E ainda vem gente falar que homem também abrevia. O negócio é que homem abrevia porque quer ou porque acha bonito e as mulheres abreviam simplesmente para conseguir publicar! Onde já se viu?

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  24. Post extremamente pertinente, podemos ver isso claramente na lista de mais vendidos da amazon. Tendo que alterar os nomes para ser ou assexuado ou masculino, as autoras mulheres sofrem preconceito. E o pior é dizer que isso não existe. É uma realidade ruim e triste, mas ainda assim uma realidad.

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    1. Eu não sei o que é mais absurdo Angel, isso existir ou alguém falar que não existe. É de dar vontade chorar! :-/

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